Também
tive uma... “fox ryan”
Procurei
ser equilibrado no contar de histórias. Algumas das minhas (repito, algumas)
também contei. E, a encerrar, vai mais esta: em 1984, acompanhei o Lusitânia
numa jornada dupla, respectivamente, a Almeirim e Almada. No fim-de-semana, um
grande dilúvio com
chuvas torrenciais que provocaram cheias na zona de Lisboa – e não só -. Claro que, do sábado para o domingo, na noite, claro está, comecei a percorrer as minhas “capelinhas”, começando pelo Comodoro no Rossio e terminando, infalivelmente, na Cova da Onça, onde lá tinha a “minha preferida”. Por isso é que já diziam que eu era “sócio” da Cova. Sócio nunca fui, mas sim quase um familiar daquela rapaziada comandada pelo gerente Carlos Alberto (o outro, não era eu). Depois da meia-noite, fomos à vida, como era habitual. A noite ainda era uma criança. Chovia copiosamente, o temporal aumentava, mas depois, no quarto, com os motores quentes, não me apercebi que a chuva tinha provocado danos elevados em Lisboa e zonas limítrofes.
chuvas torrenciais que provocaram cheias na zona de Lisboa – e não só -. Claro que, do sábado para o domingo, na noite, claro está, comecei a percorrer as minhas “capelinhas”, começando pelo Comodoro no Rossio e terminando, infalivelmente, na Cova da Onça, onde lá tinha a “minha preferida”. Por isso é que já diziam que eu era “sócio” da Cova. Sócio nunca fui, mas sim quase um familiar daquela rapaziada comandada pelo gerente Carlos Alberto (o outro, não era eu). Depois da meia-noite, fomos à vida, como era habitual. A noite ainda era uma criança. Chovia copiosamente, o temporal aumentava, mas depois, no quarto, com os motores quentes, não me apercebi que a chuva tinha provocado danos elevados em Lisboa e zonas limítrofes.
No sábado, de manhã, tinha que acompanhar a equipa para Almada, regressei ao
Centro de Estágio da Cruz Quebrada. Mas, antes, passei pelas portas de Santo
Antão para levantar uns óculos. Espanto meu, o proprietário e os empregados
deitavam água para fora do estabelecimento. Perguntei: o que se passou aqui?
Resposta imediata do proprietário: o senhor não estava em Lisboa? Sim, estava,
mas não me apercebi de nada. Voltou ele à carga: não é de sono leve. Não
acordou com um enorme caudal de água, trovões fortes e relâmpagos. Pois é amigo,
disse-lhe, estava bem acompanhado, o temporal era outro, mais gostoso. O homem
riu, entendeu a minha ironia. Que noite, que mordidela daquela...
“fox-ryan-mulher”.
Mais tarde cogitei: ainda bem que não fiquei no rés-do-chão da Pousada. É que,
de repente, se lá tivesse ficado, estava sujeito a que água me levasse agarrado
à dita...”fox-ryan-mulher”.

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