Jornalista Carlos Alberto Alves

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sábado, 20 de outubro de 2018

Retrospeto das minhas crónicas de ficção

outubro 20, 2018 1
Retrospeto das minhas crónicas de ficção

Desde que foi confirmada a ida de Roberto Carlos a Portugal, o rei ficou sobre escuta no que concerne aos telefonemas com o seu maior fã no país luso, um gajo do carago que dá por nome Armindo Gonçalves Guimarães. E, paradoxal que possa parecer, nós temos acesso a essas conversas, uma vez que a fonte tem grande confiança neste escriba e no seu parceiro “Zé da Pipa”. Porém, o “Zé da Pipa” fica de fora porque é muito linguareiro e, na praia da Urca, pode dar com a “língua nos dentes” e o Roberto, que reside ali bem pertinho, tomar conhecimento de quem foi a “entidade” que o colocou sobre escuta nos diálogos com o tal gajo do carago.
Ora, na passada semana, o destemido Armindo Guimarães ligou para o Robertinho para saber se estava tudo bem e consequentemente aproveitar a oportunidade para lhe desejar um Feliz Natal. Até aqui tudo bem. Mas, o nosso “Mindinho das Meiguices” foi altamente surpreendido por uma proposta (a roçar a exigência) do rei. E tem mesmo o seu quê de surpreendente. Vejamos o que dizia Roberto ao Armindo:
“Não é só ser o meu maior fã em Portugal. Por isso, tenho uma missão para o meu estimado amigo que consiste em convidar o Pinto da Costa para jantar conosco num dos dias em que permanecerei no Porto, sugerindo o dia a seguir ao espetáculo”.
Armindo quase ficava afónico e questionou o Roberto do porquê o Jorge Nuno Pinto da Costa?

Roberto respondeu-lhe: “Dizem que ele é meu concorrente em termos de mulheres e que, recentemente, casou de novo. Como tal, desejo conhecer essa emblemática figura, também presidente do Futebol Clube do Porto. Mas pretendo que ele leve a esposa para eu a mirar dos pés à cabeça. Por outro lado, direi que é meu concorrente pelo número de vezes que já casou. Quanto à popularidade, comigo não se compara, visto que sou o mais amado deste Brasil. E como o Brasil é muito (muito mesmo) maior do que Portugal, não há hipóteses de ele aqui ser meu concorrente. Inclusive, sabe-se que o JNPC só é popular no Porto, fora da Invicta é “persona non grata”.
Armindo comentou com o Roberto que estava perante uma “difícil” tarefa, mas que envidaria todos os seus esforços para levar o Pinto da Costa até junto do rei que, por seu turno, ainda acrescentou:

“Armindo, quero um bom restaurante e que disponha de um piano para termos a companhia do Eduardo Lages depois do repasto. Reservas uma mesa oval, se possível, para seis pessoas, outra mesa normal para três, que são os meus seguranças. Na oval, estarei eu, tu, o Pinto da Costa e a mulher, o meu empresário e, claro, o Eduardo Lages que também é filho de Deus”.
Armindo não ficou apreensivo, mas, pelo que constatamos na gravação, a sua voz ficou um pouco trémula. Despediu-se do Roberto com um abraço e que ele podia contar com a sua melhor colaboração. Depois de baixar o telefone, o que terá pensado? Talvez isto: tanto que eu queria agora ao meu lado aquele portuga que está no Brasil e que só me lixa a cabeça com as suas crónicas de humor e de ficção.

Venha tomar um café comigo - DOUTORA BERNARDETE CAVALCANTI

outubro 20, 2018 0
Venha tomar um café comigo - DOUTORA BERNARDETE CAVALCANTI


Colaboradora deste Blog com excelentes poemas. Uma formação digna dos maiores encómios. Afinal, quem é Bernardete Cavalcanti?

Quem é Bernardete Cavalcanti?

                                                    
Fui a primogênita de um casal bastante peculiar ; ou seja, um Pernambucano culto, formado em Direito e uma Cearense, simples e com pouco estudo. A família constituída por cinco filhos legítimos e dois adotados passou por dificuldades na cidade de Campina Grande, Paraíba. Portanto, eu me considero pobre e rica ao mesmo tempo. Pobre, de berço porque em fins da década de 40 as famílias tinham um menor poder aquisitivo e o número de pessoas em casa contribuía à diminuição na renda familiar. Rica porque, cercada de livros, tive a oportunidade de me enriquecer com a leitura e daí foi um pulo para as demais atividades de minha vida. Sou um misto de mulher prática devido à formação em Área Tecnológica (Engenharia) e de uma romântica idealista (por natureza). Sempre busquei aprender e me acerquei de pessoas mais velhas que pudessem me proporcionar um pouco de seus conhecimentos de vida. Segui muito os conselhos e o exemplo de honradez, ética e dignidade que meu pai (Juiz de Direito) auferiu á todos nós os Cavalcantis. Fui e ainda sou orgulhosa de minha ascendência do lado paterno: Cavalcanti descendente de Filippo Cavalcanti que chegou ao Brasil em 1585 e de seu parentesco com o poeta toscano Guido Cavalcanti e do lado materno de meu pai sou descendente de Frei do Amor Divino Caneca, um dos primeiros mártires da Independência do Brasil.

Busco sempre cooperar, ajudar e aconselhar tanto os ex – alunos como os colegas que ainda entram em contato comigo na Àrea Tecnológica. Considero que parte de minha missão neste Planeta já foi cumprida mas, há ainda a necessidade de compartilhar mais . A idade avançando e os problemas que surgem inerentes à essa condição biológica, às vezes, me obrigam a diminuir o meu ritmo de trabalho. Gostaria de produzir mais e esse assomo, essa ousadia que às vezes se evidencia em meu caráter fazem – me parecer mais jovem e me satisfaz porque, dessa forma, tenho mais coragem para enfrentar as adversidades da vida.

E ela, saboreando o cafezinho, vai nos dizendo:

Sou ainda engenheira, mas também fui por mais de 40 anos Professora tanto de Matemática para alunos do ginasial em Escola Estadual, para Auxiliares de Enfermagem como para alunos de graduação e, depois de mestrado na Escola Politécnica. Cheguei a orientar 12 Dissertações de mestrado. Fui agraciada com homenagens pois ajudei a implantar em duas Universidades diferentes (Federal e Estadual) Cursos de Mestrado em Engenharia Sanitária. Sempre gostei de ensinar. Depois os anos vieram e pesaram. Aqui não é como na Europa cujos professores aposentados podem ainda contribuir.Contudo, no âmago do coração, gostei demais de ser Professora de Matemática (a primeira excetuando uma senhora freira do Colégio Imaculada Conceição) para aqueles jovens adolescentes que usavam brilhantina, camisa branca de mangas arregaçadas, mascavam chicletes, mas respeitavam os Professores!!!!. Meu poema para nós de uma classe tão agredida e tão sofrida e que, no Japão, até o Imperador se curva perante eles!!!!

De Rui Almeida - Jornalista da Deutsche Welle

outubro 20, 2018 0
De Rui Almeida - Jornalista da Deutsche Welle

“FAROL DE NEVOEIRO” – 21 outubro

Liga dos Campeões: milhões a ver, milhões a pagar

São milhões de euros em jogo. De cada vez que os holofotes se acendem para um encontro da Liga dos Campeões, abrem-se também os cofres da UEFA para compensar financeiramente os intervenientes. A glória da maior competição mundial de clubes não se atinge apenas com os resultados, mas estes ajudam a rechear orçamentos e a aumentar clivagens entre os principais emblemas do velho continente. Na Alemanha, em Inglaterra, em França, em Espanha ou em Itália, países que organizam as principais ligas de futebol, a competição é feroz pela obtenção dos lugares de acesso à Champions League. Os clubes mais cotados sabem que não se trata apenas de motivar os adeptos. Trata-se, sobretudo, de estabelecer diferenças que, depois, serão difíceis de atenuar, entre a capacidade financeira de um emblema “europeu” e a da concorrência doméstica. É o fascínio que ultrapassa as quatro linhas…

A UEFA é generosa na distribuição de uma parte importante das receitas, e, para esta temporada, aumentou os prémios de presença e de desempenho em cerca de vinte por cento. Pelo apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões, o organismo de tutela paga 15 milhões de euros, o que representa, para os 32 clubes envolvidos, uma soma na ordem dos 480 milhões. Mas são os prémios por resultados desportivos que mais oneram o orçamento da competição: uma vitória vale 2,7 milhões de euros, e um empate 900 mil. Por outro lado, as dezasseis equipas que passam aos oitavos-de-final embolsam 9,5 milhões, e as oito que prosseguirem em prova, para os quartos-de-final, acrescentam 10,5 milhões aos ganhos. 

Chegar às meias-finais significa um prémio de 12 milhões de euros, e, na final, o campeão europeu recebe mais 19 milhões, contra 15 do finalista vencido.
Resumindo: o vencedor da liga milionária de 2018/2019 terá muitos motivos para sorrir, e não apenas no capítulo desportivo. Os seus cofres terão entretanto enriquecido 81 milhões de euros…

Os principais clubes europeus contam, nas suas projeções orçamentais para cada ano desportivo (de 1 de julho a 30 de junho do ano seguinte), com significativas receitas provenientes da participação nas competições internacionais. A UEFA, rigorosa nos processos de licenciamento de clubes para admissão nas suas provas e extremamente profissional na respetiva organização e planeamento, olha agora também para o “fair play” financeiro como elemento essencial da arquitetura das suas provas. Os limites de investimento estabelecidos em relação aos exercícios económicos resultam, porém, em contraciclo com a sua própria “generosidade”: prémios de largas dezenas de milhões de euros para os clubes desportivamente mais bem sucedidos acentuam as diferenças e moldam capacidades de investimento e de presença no mercado muito distintas entre emblemas de um mesmo país.

A Liga dos Campeões, mais do que a Liga Europa ou a recentemente criada Liga das Nações, é também o produto televisivo mais apetecível para os principais operadores internacionais. A lógica de um negócio simplificado entre uma estação de televisão nacional e a TEAM Marketing (a agência que trabalha em exclusividade com a UEFA em matéria de licenciamento de direitos de transmissão) já não existe. Os “players” deste negócio são agora grandes grupos internacionais, distribuidores globais de conteúdos, que encaram o “produto futebol” (e, por maioria de razão, a Champions League) como o mais competitivo e gerador de receitas. Mas, mesmo neste campo, o paradigma tradicional da televisão linear está em mudança. Poucos são os canais públicos europeus de televisão que emitem a competição em FTA (“free-to-air”), sem quaisquer contrapartidas exigidas aos telespetadores. 

Nos principais mercados nacionais europeus prevalece o sistema de “pay per view” (canais codificados com distribuição por cabo) e, agora, o jogo volta a evoluir: entramos na era do “content streaming”, isto é, da negociação direta entre distribuidor e consumidor final (telespetador), de conteúdos segmentados para visualização em plataformas. Trocando por miúdos: qualquer um de nós vai, muito em breve (já o pode, de resto, fazer em alguns países…), comprar o que quer ver, selecionar o jogo que pretende seguir e negociar diretamente com a plataforma de conteúdos correspondente.

Ora toda a dinâmica empresarial e de negócio resultante destes novos dados vai mudar o modo como a UEFA vê o seu “core business”. Se é verdade que, do ponto de vista do adepto e consumidor final do produto, o caminho é mais rápido e mais conveniente (compra direta e visualização imediata, em qualquer local), também parece certo que, para os grandes meios “tradicionais” (muitas das principais cadeias de televisão mundiais) as dificuldades vão aumentar, numa dupla vertente: maiores problemas em rentabilizar o investimento num produto que pode chegar de modo mais imediato ao consumidor, e patamares de negociação financeira com valores, há alguns anos, dificilmente imagináveis.

Neste mega-negócio do futebol internacional talvez ganhem os telespetadores. Mas vão, seguramente, ganhar os principais clubes, cuja capacidade de investimento e de presença no mercado será cada vez maior, aniquilando concorrências internas e acentuando desigualdades. No campo e fora dele.

Rui Almeida
Jornalista da Deutsche Welle

*Artigo publicado na plataforma digital da Deutsche Welle (www.dw.com)

Do astrólogo Luís Moniz

outubro 20, 2018 0
Do astrólogo Luís Moniz

“Ser e ter"

Se é necessária uma razão que obrigue a humanidade a pensar, este motivo é a Felicidade.
O mais importante na vida é a FELICIDADE.
A Felicidade é "Ser". 
“SER” não significa ter.
- O primeiro passo para a felicidade é o autoconhecimento que marca as nossas potencialidades e identifica as nossas fragilidades (medos).
- O segundo passo para a felicidade é a evolução interior que expande a consciência, identificando e harmonizando a nossa “ Dualidade”. 
- O terceiro passo para a felicidade é a sintonia com o “Todo”, de forma a não vivermos afastados da nossa consciência e do plano da vida. 
A felicidade depende da consciência e NÃO do sentimento.
Toda a INFELICIDADE está assente na posse e no apego, provenientes do medo.
A felicidade nasce na nossa essência e não significa alegria, realização, ou sucesso, nem depende da saúde e dos outros fatores externos.
Somos felizes a partir de quem somos e não daquilo que temos.
Ser feliz não é ter felicidade. 
Ter um filho não significa ser pai. Posso ter e não “ Ser”. 
A felicidade é permanente porque é o nosso modo de “Ser”, maduro e consciente, basta conhecermos a ciência (oculta para a maioria das pessoas).
Sem consciência do “Ser”, esquecidos da nossa essência microcosmos ligada à Natureza Macrocósmica, vivemos vazios porque estamos separados do “Todo”.
A separatividade traz sofrimento por falta da sincronia com a consciência “Transcendente”, independentemente das nossas condições de vida e daquilo que nos acontece. 
Em busca da falsa felicidade podemos ter religiões e ceticismos, partidas e chegadas, casamentos e divórcios, compras e vendas, investimentos e desinvestimentos em pessoas, bens ou projetos. Contudo, não somos felizes por falta da consciência do “Ser”.
Então, mais tarde ou mais cedo, é inevitável a escolha entre a força inconsciente dos desejos do nosso ego e a vontade consciente do Espirito.
Embora haja muitas verdades, a verdade é só uma, a ESSÊNCIA é a existência que constitui a Natureza do “Ser”.
Em nome da dualidade temos de viver com os pés assentes na Terra, mas com a “cabeça” ligada ao Céu.
Antigamente as pessoas sabiam pouco, sobre os assuntos essenciais.
Atualmente toda a gente sabe muito, acerca de coisas triviais.

 - Jesus Cristo, disse:
“ O reino de Deus está dentro de vós “ !

- Aristóteles escreveu (400 anos antes de Cristo):
“O Ser Humano nasceu para servir Deus e a Humanidade e quem não acredita na “Ordem Superior” é porque nasceu para servir desejos e serem escravos dos outros e de si próprio. É só escolherem entre filosofia e sofistica”.

Não podemos compreender mal as Leis da Natureza e depois dizermos que a vida dececiona, porque vivemos de acordo com os nossos planos e desconhecemos o nosso projeto traçado no Céu desde a hora do nosso nascimento.
Com os meios de comunicação modernos é mais fácil sabermos o que acontece no “ fim do mundo”, do que conhecermos o que se passa interiormente e em nosso redor.
É mais fácil ignorarmos o livre-arbítrio, do que assumirmos a mudança essencial do nosso Ser” Mas, todos os facilitismos, prazeres e poderes são efémeros. Prejudiciais. Catastróficos.
Simplesmente o crescimento interior, consciente, confere progresso.
Apenas o sacrifício (santo oficio) traz a verdadeira evolução,
Toda a gente se queixa de tudo, ninguém se queixa da sua inteligência.
Quem muda a vida ajuda.

Um regresso ao passado

outubro 20, 2018 0
Um regresso ao passado

Embaixador de Portugal em Nova Deli

Jorge Oliveira – As relações políticas bilaterais são excelentes


Haverá nichos para músicas específicas, e a música brasileira, e a portuguesa até, certamente conseguirá ocupar um deles. Mas a indústria musical indiana é dominante. Nem Roberto Carlos é referência na Índia.


Quando convidei o Embaixador de Portugal na Índia, Dr. Jorge Roza Oliveira, para marcar presença no Portal Splish Splash, comentei, na sequência do nosso bate-papo informal, que tinha passado pelo jornal “A Bola” vinte anos e oito pelo concorrente “Record”. Logo, com aquele espírito de saudável malícia, o Dr. Jorge Roza Oliveira, atalhou: “então foram vinte anos no Benfica (“A Bola”) e


oito no Sporting (“Record”). De fato, é o que muito se apregoa em Portugal: A Bola=Benfica e Record=Sporting. Se passasse este pensamento (de muita gente, sublinho) para os dois matutinos da ilha Terceira, por onde passei, teríamos: “Diário Insular”=Benfica e “A União”=Sporting. Para desagrado do administrador do Portal Splish Splash, o Porto não está aqui. Perdão vai estar por isto: colaborei dois anos no jornal “O Jogo”. Por conseguinte, temos: “O Jogo”=Futebol Clube do Porto. Mas, se fossemos seguir os emblemas dos respectivos diretores, tínhamos, por exemplo: “A Bola”=“Os Belenenses”. É que Vítor Serpa jogou andebol no clube de Belém e o pai (Homero Serpa, aposentado de “A Bola”), inclusive, esteve ligado à equipa técnica dos “azuis” na época do Joaquim Meirim. Com a saída deste, Homero Serpa fez dupla com Félix Mourinho, pai do José Mourinho, atual técnico do Real Madrid.

E depois de tanto darmos “à bola”, vamos passar à estampa as declarações do Embaixador de Portugal em Nova Deli:

1 – Há quanto tempo se encontra na Embaixada de Portugal em Nova Deli?

Chegámos em finais de fevereiro, apresentei Credenciais a 1 de abril, estamos há 8 meses.

2 – Há sempre, nestas circunstâncias, a pergunta da praxe: um português natural de onde?

Sou alfacinha. De Lisboa, freguesia de S.Sebastião da Pedreira, mas de um hospital que já não existe, o Hospital Alemão.

3 – Goa, Damão e Dio, que estiveram na origem de um conflito que opôs Portugal à União Indiana. Essa situação hoje já não é comentada e, como tal, as relações entre os dois países são estáveis, cremos nós. Está de acordo?

Completamente. As relações políticas bilaterais são excelentes. Olhamo-nos nos olhos como amigos.

4 – Inicialmente, sentiu dificuldades para se adaptar ao regime indiano, em face de uma cultura totalmente diferente?

Eu já conhecia a Índia, não vim à procura do desconhecido. Embora cada dia aqui seja uma descoberta...

5 – Por exemplo, como são encarados os portugueses e porque não também os brasileiros (que devem ser poucos) que residem em Nova Deli?

Acho que muito bem. Há uma grande empatia, pelo menos entre portugueses e indianos, é o que sinto sempre.

6 – A Embaixada de Portugal tem cumprido a preceito com o apoio aos portugueses que enfrentam maiores dificuldades, se na realidade isso acontece...?

Felizmente não tem havido casos desses, mas estamos atentos a todos os portugueses que por aqui passem. Na semana passada demos guarida a um casal português que está a dar meia-volta ao mundo de bicicleta. http://www.2numundo.com/

7 – Como o nosso Portal Splish Splash está ligado à música, na Índia, basicamente em Nova Deli o centro das atenções, ao que sabemos não se divulga a música estrangeira. Isto significa que há rigor para que essa mesma divulgação incida no que existe internamente, ou seja, nos valores do próprio país. Será assim?

Sinceramente não sei as razões. Haverá nichos para músicas específicas, e a música brasileira, e a portuguesa até, certamente conseguirá ocupar um deles. Mas a indústria musical indiana é dominante.

8 - Pelos vistos, nem o Rei Roberto Carlos é referência na Índia?

Nem ele.

9 – Mas sabe-se, também, que não há fronteiras para a “linguagem musical”. Os indianos ainda não chegaram a esta realidade?

A música indiana é ouvida no Brasil? Acho que não... Essa sua ideia tem dois sentidos.

10 – Em Portugal, o senhor Embaixador tinha a noção real daquele que é considerado o maior cantor da América do Sul e um dos melhores à escala mundial?

Todo o português sabe quem é Roberto Carlos.

11 – Por aquilo que conhece, acha que um show do Rei em Nova Deli resultaria em termos de presença de público?

Depende da forma como seria apresentado. Mas o meu 'feeling' é para um grande 'sim' à sua pergunta.

12 – Juntando aqui Portugal e Brasil, quais os seus gostos musicais?

Impossível de responder. A música depende do momento em que a estamos a ouvir.

13 – Em Nova Deli há boas relações entre as Embaixadas de Portugal e do Brasil?

Mais do que boas. Veja a página da Embaixada e verá os participantes num almoço hoje que juntou as duas embaixadas. O Embaixador brasileiro está de partida para o Cairo.

14 – Passando para uma música mais complexa: gostaríamos que opinasse sobre a atual crise mundial e, sobretudo, a situação de Portugal neste contexto?

Musicalmente vai do "The End" dos Doors, para os mais pessimistas, até ao "Crisis? What Crisis?" dos Supertramp, que parece ser a postura dos decisores.

15 – A Índia sentiu fortemente o peso dessa mesma crise, ou por aí apenas uma “nuvem passageira”?

A crise de 2008 foi nuvem passageira, graças ao enorme mercado interno indiano. Nesta, e caso isto se agrave, as consequências serão mais nefastas. A bolsa em Mumbai já dá sinais disso, algum desinvestimento também.

Embaixada de Portugal em Nova Deli
http://www.portugal-india.com/pt/

Da minha janela uma espreitadela pelo facebook

outubro 20, 2018 0
Da minha janela uma espreitadela pelo facebook

Helder Costa  

CEM EUROS SÃO CEM EUROS!!!

Um casal de idosos, Manel e Maria, ia todos os anos a um espectáculo aéreo no aniversário de Manel.
No 85º aniversário de Manel, este vira-se para a mulher e diz:
- Maria, tenho 85 anos, quero andar de helicóptero, pode ser a última oportunidade que tenho!
- Mas Manel, andar de helicóptero custa 100 euros, isso é muito dinheiro! A nossa pensão é muito pequena!
O piloto não conseguiu evitar ouvir a conversa e fez-lhes uma proposta:
- Oiçam, fazemos um acordo. Eu ofereço-vos a viagem desde que não dêem um pio durante a mesma! Qualquer palavra ou grito que dêem e o acordo acaba.
O Manel e a Maria aceitaram e lá foram eles. 
O piloto subiu, desceu, virou o helicóptero ao contrário, zig zags, muitas manobras que fariam qualquer um gritar, mas nenhum deles abriu a boca! Ao voltar para terra, o piloto mostrou-se muito admirado, e disse:
- Fabuloso, fiz manobras que fariam qualquer piloto da força aérea berrar, mas de vocês não ouvi nada! Parabéns! Prometido é cumprido, não cobro nada pela viagem!
Diz o Manel:
- Eu estive para dizer qualquer coisa quando a Maria caiu do helicóptero, mas 100 euros são 100 euros!

Do poeta Emanuel Ávila

outubro 20, 2018 0
Do poeta Emanuel Ávila


FALAR MUITO E ACERTAR POUCO

É quando a felicidade incomoda
Que faz despertar os adormecidos
De tanto o juízo andar a roda
Ficam com os cotovelos torcidos.
Ainda não compreendi 
E pergunto como é possível 
O que eu ainda não vi
Para alguns já é visível.
Entre o bom e o mau
É o motivo de divergência 
Há quem chame cara de pau
Por não ver um degrau
Fazendo subir a consciência.
A respostas que me dão
Muitas já ignorei 
Umas ridículas sem explicação
As quais não mais lembrei
Porque no meu coração
O amor tem coroa de rei.

Da poetisa-escritora Bernardete Cavalcanti

outubro 20, 2018 0
Da poetisa-escritora Bernardete Cavalcanti


UMA JOVEM SENHORA

Ainda jovem e sorrindo
Sempre desejando o bem
A maturidade abrindo
as portas para a eternidade
Não há o que se preocupar
O processo é natural
Passear, sorrir, talvez cantar
Faz parte dessa nova idade
O coração é ainda jovial
A vida pode ser até eternal
basta somente nisso crer
Foi e ainda é , com certeza
uma longa caminhada 
onde se viu tanta beleza
como também a tristeza 
nessa íngreme estrada! 
Contudo, a vida se abriu
a flor desabrochou
A saudade se instalou 
A primavera floriu
e o coração senescente
a tudo aplaudiu!

Da poetisa-escritora Fátima Quadros

outubro 20, 2018 0
Da poetisa-escritora Fátima Quadros


SENHOR NUNO E O ALGODÃO-DOCE

Pela rua 
Vem o homem
E o seu algodão-doce
Doce-homem
Trazendo consigo 
A alegria das crianças
Algodão-doce... doce!
Ao fazê-lo ouvir...
É o Senhor Nuno... Nuno...
E os pequenos apressados
Põem-se a correr
Ao encontro de...
Ninguém consegue esquecer
O gentil homem
Do algodão-doce
Pelas alamedas da saudade.