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sábado, 9 de junho de 2018

Homenagem à escritora Adelaide Freitas

                                                     
À semelhança do que tenho feito com outros escritores açorianos já falecidos e outros ainda no rol dos vivos, a partir de hoje  postagens de homenagem à escritora Adelaide Freitas, esposa de outro catedrático das letras, o amigo Vamberto Freitas, a quem apresento as minhas mais sentidas condolências e que Deus lhe dê muita força para suportar a enorme dor. 

Que Adelaide Freitas descanse em paz.

Adelaide Freitas também conhecida por Adelaide Batista, faleceu na última quinta-feira. E vamos iniciar estas postagens de homenagem à distinta escritora com alguns depoimentos de amigos escritores:


 faleceu a escritora Maria Adelaide Correia Monteiro de Freitas.
Vamberto Freitas
Maria Adelaide Correia Monteiro de Freitas.
1949-2018.
Adeus Meu Amor. Descansa em Paz.



bibliografia

1.       Adelaide Batista. (1990). De emigração tecido. Ponta Delgada, Signo.
2.      Adelaide Batista. (1991)Moby Dick. A ilha e o mar. Metáforas do caráter do povo americano. Ponta Delgada, Signo.
3.      Adelaide Batista. (1993). “Identidade e espírito do lugar” in João de Melo e a Literatura Açoriana. Lisboa. Dom Quixote.
4.      Adelaide Batista. (1993). “Distância. Impulso genético da imagística açoriana”, in João de Melo e a Literatura Açoriana, Lisboa, Edições Salamandra,
5.      Adelaide Batista. (1994). Regresso a casa. Uma proposta de intervenção social. 2ª ed. Ponta Delgada, Coingra.
6.      Adelaide Batista. (1994). Viagem ao centro do mundo. Lisboa. Ed. Fragmentos.
7.      Adelaide Batista. (1995). Nordeste: e no princípio era a ilha, com Homem Cardoso.Ponta Delgada, Ed. Éter.
8.      Adelaide Batista, (1996), e Freitas, Vamberto. Women’s literary contribution in the Portuguese region of the Azores, ed. Universidade Fernando Pessoa
9.      Adelaide Batista. (1998). “Da cultura nos Açores”, Suplemento Açoriano de Cultura n° 67 Correio dos Açores, Ponta Delgada,
10.   Adelaide Batista. (2000) in Nove rumores do mar. Antologia de Poesia Açoriana Contemporânea, org. Eduardo Bettencourt Pinto e Vamberto Freitas, Instituto Camões e Seixo Publishers
11.    Adelaide Batista. (2004). Sorriso por dentro da noite. Vila Nova de Gaia. Ed. Ausência
12.   Adelaide Batista. (2006) in Ponta Delgada, Ficções, coord. Carmo Rodeia e José de Almeida Melo, ed. Câmara Municipal de Ponta Delgada,
13.   Adelaide Batista. (2007) in Voices from the islands, an Anthology of Azorean Poetry.John M K Kinsella. Gávea-Brown Publications. Providence. Rhode Island
14.   Adelaide Batista. (2008). Nas duas margens: da literatura norte-americana e açoriana. Ponta Delgada, Ed. Linhas E Círculos
15.   Adelaide Batista. (2011). Escultura de Luz. Edium ed.
16.   Adelaide. (2016). Smiling throughout the night, ed. Tagus Press. Sorriso por dentro da noite, trad. Katharine F Baker, Bobby J Chamberlain, Emanuel Melo

17. Adelaide Batista. [s.d.; s.i.]. Os Açores na convergência dos olhares

Maria Adelaide Correia Monteiro Batista nasceu a 20 de Abril de 1949 na ilha de São Miguel (Açores). Frequentou o Liceu de Ponta Delgada e a New Bedford High School. Em 1972 licenciou-se em Português (Ensino Bilingue) na University of Massachusetts; em 1976 fez o mestrado em Literatura Comparada na City University of New York e em 1987 o doutoramento em literatura norte-americana na Universidade dos Açores.
Trabalhos publicados em volume: Moby-Dick. A Ilha e o Mar – Metáforas do Carácter do Povo Americano, Ponta Delgada, Signo, 1991; João de Melo e a Literatura Açoriana, Lisboa, D. Quixote, 1993; Regresso a Casa. Uma Proposta de Intervenção Social, 2ª ed. Ponta Delgada, Coingra, 1994; Nordeste. E no Princípio era a Ilha (com Homem Cardoso), Ponta Delgada, Éter, Jornal de Cultura, 1995; Viagem ao Centro do Mundo, Lisboa, Fragmentos, 1994; De Emigração Tecido, Ponta Delgada, Signo, 1990.


Diniz Borges 

Não é das notícias que se gosta de partilhar. Acordo e eis que vejo a tristíssima notícia da morte da minha grande amiga Adelaide Freistas, esposa do meu amigo de sempre Vamberto Freitas. Há anos que a Adelaide andava a sofrer de uma terricel doença. O Vamberto foi um verdadeiro herói, acompanhando e acarinhando a Adelaide, sempre. A Adelaide foi uma das vozes mais importantes nos Açores, não s;o como poeta, como escritora, como romancista, como ensaísta, como politica que colocava, acima de tudo a justiça social. O seu legado viverá para sempre. A Adelaide fará parte, sempre da pessoa que sou, porque com ela aprendi muito. Estarás sempre connsoco. Abraços, meu caro Vamberto.

Joel Neto 

ADELAIDE FREITAS
1949-2018
Partiu esta noite uma extraordinária escritora dos Açores e do mundo. A Adelaide Freitas, que também assinou Adelaide Baptista, se devem obras fundamentais na poesia como na ficção - vide, por exemplo, “Sorriso Por Dentro da Noite” – e, já agora, realizações importantes no domínio da solidariedade social, a que também dedicou anos de trabalho. 

O crítico e professor universitário Vamberto Freitas, seu marido, seria o apresentador de “Meridiano 28”, ao final desta tarde, na livraria Leya-Solmar, em Ponta Delgada. Não estará presente, evidentemente. Será a primeira vez que apresento um livro em São Miguel sem ele ao meu lado na mesa. 

Considerámos, eu e a Solmar, cancelar a apresentação, mas decidimos que ela também poderia servir para recordar e homenagear a grandeza da Adelaide.



João de Melo 

ADELAIDE MONTEIRO FREITAS (1949-2018)
E então ela, linda como sempre, com o mesmo sorriso da infância, o mesmo cabelo de ouro velho de quando a sentavam a meu lado, na mesma carteira da escola primária da Achadinha, chegou e disse: "Olá, João, sou a Adelaide, lembras de mim?". Ocorreu-me tudo de repente: estávamos em 1958 e em 1983 ao mesmo tempo. Ela continuava uma menina, mas trazia agora consigo um exemplar de "O Meu Mundo Não é Deste Reino" para eu autografar. Antes e depois, cobriu-me de honras, sorrisos, elogios, palavras de professora de literatura. Nunca mais deixámos de comungar de uma infância eterna e de uma ideia de literatura com os outros, para o mundo.

Agora, Adelaide está de volta à Achadinha, desta vez para não mais regressar à cidade, levada pela mão segura de Vamberto Freitas, com uma história de amor pelo meio e esta tragédia da morte para sempre e nunca. Porque será que o dia de hoje amanheceu tão triste em Lisboa, cinzento escuro e húmido de lágrimas, com esta brisa salgada de mar, com tão invisíveis cordas de luto a amarrar-nos o coração? Venha de lá, querida Adelaide, esse teu "Sorriso Dentro da Noite"! Que ele nos ilumine um pouco este dia da tua morte - e não se lhe sobreponha este sentimento de estarmos todos tão sós, sem o amparo da tua voz, sem a certeza suave 

da tua presença em nós.


Álamo Oliveira 

Passei mal o resto da noite com a dor de ter perdido a minha Amiga Adelaide Baptista. Era uma pessoa com um coração do tamanho do Mundo, embora a comparação fique aquém da realidade. Poeta, escritora, ensaísta das grandes, sempre atenta a tudo o que fosse escrita de qualidade. Estamos culturalmente mais pobres. Mas onde me sinto mais pobre e com a falta da sua amizade, Até sempre, minha Amiga.

Carlos Alberto Moniz

Caro Vamberto,
Sinto muito a partida das pessoas que conheci e de quem gostei.
É o caso da Adelaide.
Forte Abraço Amigo e Fraterno

De Vamberto Freitas

 Já é oficial, está no site da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, e foi publicado hoje em todos os jornais, pelo menos aqui em São Miguel. A grande mulher que se chama Maria Adelaide Correia Monteiro de Freitas vai receber na próxima segunda-feira, na Vila Madalena, do Pico, a Insígnia de Reconhecimento pelo seu contributo em várias frentes ao bem-estar e Memória dos Açores: na universidade, na política e na sua escrita intensa. Estou mais do que orgulhoso, e estou agradecido à Assembleia Legislativa Regional dos Açores e ao nosso Governo. Um OBRIGADO comovido a todos os que decidiram reconhecer o trabalho da Adelaide. 



Para Ti, Adelaide. Nem falarei da dor e das saudades. Estás muito presente em mim e aqui na nossa casa. Vai levar tempo a minha a cura da tua ausência. Estou, estamos, contigo, e sei que do Céu estás connosco.

Para os nossos amigos. Amanhã (domingo) ou na segunda-feira informarei aqui da hora da missa do 7º Dia na próxima quarta-feira na Igreja de São Roque, que será celebrada pelo teu amigo Padre Weber. Espero que tenhas o acompanhamento tão digno como tiveste na Achadinha, de onde partiste com a bandeira do teu Concelho do Nordeste, a grande honra e homenagem que te prestaram. Amo-te.

A seguir - De Álamo Oliveira 






Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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