À semelhança do que tenho feito com outros escritores açorianos já falecidos e outros ainda no rol dos vivos, a partir de hoje postagens de homenagem à escritora Adelaide Freitas, esposa de outro catedrático das letras, o amigo Vamberto Freitas, a quem apresento as minhas mais sentidas condolências e que Deus lhe dê muita força para suportar a enorme dor.
Que Adelaide Freitas descanse em paz.
Adelaide Freitas também conhecida por Adelaide Batista, faleceu na última quinta-feira. E vamos iniciar estas postagens de homenagem à distinta escritora com alguns depoimentos de amigos escritores:
faleceu a
escritora Maria Adelaide Correia Monteiro de Freitas.
Vamberto Freitas
Maria Adelaide Correia Monteiro de Freitas.
1949-2018.
Adeus Meu Amor. Descansa em Paz.
bibliografia
1.
Adelaide Batista. (1990). De emigração tecido. Ponta Delgada, Signo.
2.
Adelaide Batista. (1991). Moby Dick. A ilha e o mar. Metáforas do
caráter do povo americano. Ponta Delgada, Signo.
3.
Adelaide Batista. (1993). “Identidade e espírito do lugar”
in João de Melo e a Literatura
Açoriana. Lisboa. Dom Quixote.
4.
Adelaide Batista. (1993). “Distância. Impulso genético da
imagística açoriana”, in João
de Melo e a Literatura Açoriana, Lisboa, Edições Salamandra,
5.
Adelaide Batista. (1994). Regresso a casa. Uma proposta de intervenção social.
2ª ed. Ponta Delgada, Coingra.
6.
Adelaide Batista. (1994). Viagem ao centro do mundo. Lisboa. Ed.
Fragmentos.
7.
Adelaide Batista. (1995). Nordeste: e no princípio era a ilha, com Homem
Cardoso.Ponta Delgada, Ed.
Éter.
8.
Adelaide Batista, (1996), e Freitas, Vamberto. Women’s
literary contribution in the Portuguese region of the Azores, ed. Universidade
Fernando Pessoa
9.
Adelaide Batista. (1998). “Da cultura nos Açores”, Suplemento Açoriano de Cultura n°
67 Correio dos Açores,
Ponta Delgada,
10.
Adelaide Batista. (2000) in Nove rumores do mar. Antologia de Poesia
Açoriana Contemporânea, org. Eduardo Bettencourt Pinto e Vamberto
Freitas, Instituto Camões e Seixo Publishers
11.
Adelaide Batista. (2004). Sorriso por dentro da noite. Vila Nova de Gaia. Ed.
Ausência
12.
Adelaide Batista. (2006) in Ponta Delgada, Ficções, coord. Carmo Rodeia e José de
Almeida Melo, ed. Câmara Municipal de Ponta Delgada,
13.
Adelaide Batista. (2007) in Voices from the islands, an Anthology of
Azorean Poetry.John M K Kinsella. Gávea-Brown Publications. Providence. Rhode
Island
14.
Adelaide Batista. (2008). Nas duas margens: da literatura norte-americana e açoriana.
Ponta Delgada, Ed. Linhas E Círculos
15.
Adelaide Batista. (2011). Escultura de Luz. Edium ed.
16.
Adelaide. (2016). Smiling throughout the night, ed. Tagus Press. Sorriso por dentro
da noite,
trad. Katharine F Baker, Bobby J Chamberlain, Emanuel Melo
17. Adelaide Batista. [s.d.;
s.i.]. Os Açores na convergência dos
olhares.
Maria Adelaide Correia Monteiro Batista nasceu a 20 de Abril de 1949 na
ilha de São Miguel (Açores). Frequentou o Liceu de Ponta Delgada e a New
Bedford High School. Em 1972 licenciou-se em Português (Ensino Bilingue) na
University of Massachusetts; em 1976 fez o mestrado em Literatura Comparada na
City University of New York e em 1987 o doutoramento em literatura
norte-americana na Universidade dos Açores.
Trabalhos publicados em volume: Moby-Dick. A Ilha e o Mar –
Metáforas do Carácter do Povo Americano, Ponta Delgada, Signo, 1991; João
de Melo e a Literatura Açoriana, Lisboa, D. Quixote, 1993; Regresso a
Casa. Uma Proposta de Intervenção Social, 2ª ed. Ponta Delgada, Coingra,
1994; Nordeste. E no Princípio era a Ilha (com Homem Cardoso), Ponta
Delgada, Éter, Jornal de Cultura, 1995; Viagem ao Centro do Mundo, Lisboa,
Fragmentos, 1994; De Emigração Tecido, Ponta Delgada, Signo, 1990.
Diniz Borges
Não é das notícias que se gosta de partilhar. Acordo e eis que vejo a
tristíssima notícia da morte da minha grande amiga Adelaide Freistas, esposa do
meu amigo de sempre Vamberto Freitas. Há anos que a Adelaide andava a sofrer de uma
terricel doença. O Vamberto foi um verdadeiro herói, acompanhando e acarinhando
a Adelaide, sempre. A Adelaide foi uma das vozes mais importantes nos Açores,
não s;o como poeta, como escritora, como romancista, como ensaísta, como
politica que colocava, acima de tudo a justiça social. O seu legado viverá para
sempre. A Adelaide fará parte, sempre da pessoa que sou, porque com ela aprendi
muito. Estarás sempre connsoco. Abraços, meu caro Vamberto.
Joel Neto
ADELAIDE FREITAS
1949-2018
Partiu esta noite uma extraordinária escritora dos
Açores e do mundo. A Adelaide Freitas, que também assinou Adelaide Baptista, se
devem obras fundamentais na poesia como na ficção -
vide, por exemplo, “Sorriso Por Dentro da Noite” – e, já agora, realizações
importantes no domínio da solidariedade social, a que também dedicou anos de
trabalho.
O crítico e professor universitário Vamberto Freitas, seu marido, seria o
apresentador de “Meridiano 28”, ao final desta tarde, na livraria Leya-Solmar,
em Ponta Delgada. Não estará presente, evidentemente. Será a primeira vez que
apresento um livro em São Miguel sem ele ao meu lado na mesa.
Considerámos, eu e a Solmar, cancelar a apresentação, mas decidimos que ela
também poderia servir para recordar e homenagear a grandeza da Adelaide.
João de Melo
ADELAIDE MONTEIRO FREITAS (1949-2018)
E
então ela, linda como sempre, com o mesmo sorriso da infância, o mesmo cabelo
de ouro velho de quando a sentavam a meu lado, na mesma carteira da escola
primária da Achadinha, chegou e disse: "Olá, João, sou a Adelaide, lembras
de mim?". Ocorreu-me tudo de repente: estávamos em 1958 e em 1983 ao mesmo
tempo. Ela continuava uma menina, mas trazia agora consigo um exemplar de
"O Meu Mundo Não é Deste Reino" para eu autografar. Antes e depois,
cobriu-me de honras, sorrisos, elogios, palavras de professora de literatura.
Nunca mais deixámos de comungar de uma infância eterna e de uma ideia de
literatura com os outros, para o mundo.
Agora, Adelaide está de volta à Achadinha, desta vez para não mais regressar à
cidade, levada pela mão segura de Vamberto Freitas, com uma história de amor
pelo meio e esta tragédia da morte para sempre e nunca. Porque será que o dia
de hoje amanheceu tão triste em Lisboa, cinzento escuro e húmido de lágrimas,
com esta brisa salgada de mar, com tão invisíveis cordas de luto a amarrar-nos
o coração? Venha de lá, querida Adelaide, esse teu "Sorriso Dentro da
Noite"! Que ele nos ilumine um pouco este dia da tua morte - e não se lhe
sobreponha este sentimento de estarmos todos tão sós, sem o amparo da tua voz,
sem a certeza suave
da tua presença em nós.
Álamo
Oliveira
Passei mal o resto da noite com a dor
de ter perdido a minha Amiga Adelaide Baptista. Era uma pessoa com um coração
do tamanho do Mundo, embora a comparação fique aquém da realidade. Poeta,
escritora, ensaísta das grandes, sempre atenta a tudo o que fosse escrita de
qualidade. Estamos culturalmente mais pobres. Mas onde me sinto mais pobre e
com a falta da sua amizade, Até sempre, minha Amiga.
Carlos Alberto Moniz
Caro Vamberto,
Sinto muito a partida das pessoas que conheci e de quem gostei.
É o caso da Adelaide.
Forte Abraço Amigo e Fraterno
Carlos Alberto Moniz
Caro Vamberto,
Sinto muito a partida das pessoas que conheci e de quem gostei.
É o caso da Adelaide.
Forte Abraço Amigo e Fraterno
De Vamberto Freitas
Já é oficial, está no site da
Assembleia Legislativa Regional dos Açores, e foi publicado hoje em todos os
jornais, pelo menos aqui em São Miguel. A grande mulher que se chama Maria
Adelaide Correia Monteiro de Freitas vai receber na próxima segunda-feira, na
Vila Madalena, do Pico, a Insígnia de Reconhecimento pelo seu contributo em
várias frentes ao bem-estar e Memória dos Açores: na universidade, na política
e na sua escrita intensa. Estou mais do que orgulhoso, e estou agradecido à
Assembleia Legislativa Regional dos Açores e ao nosso Governo. Um OBRIGADO
comovido a todos os que decidiram reconhecer o trabalho da Adelaide.
Para Ti, Adelaide. Nem falarei da dor e das saudades. Estás muito presente em mim e aqui na nossa casa. Vai levar tempo a minha a cura da tua ausência. Estou, estamos, contigo, e sei que do Céu estás connosco.
Para os nossos amigos. Amanhã (domingo) ou na segunda-feira informarei aqui da hora da missa do 7º Dia na próxima quarta-feira na Igreja de São Roque, que será celebrada pelo teu amigo Padre Weber. Espero que tenhas o acompanhamento tão digno como tiveste na Achadinha, de onde partiste com a bandeira do teu Concelho do Nordeste, a grande honra e homenagem que te prestaram. Amo-te.
A seguir - De Álamo Oliveira


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