Crónica
escrita em 2011
Claro que, num percurso de quarenta anos, há sempre muitas
estórias para contar, designadamente aquelas que aconteceram nas viagens ao
estrangeiro e, também, acompanhando clubes em deslocações internas, incluindo a
ilha da Madeira, onde lá estive por diversas vezes. Só não tive a oportunidade
de, na
quadra do Rei Momo, ver o Dr. Alberto João Jardim, presidente do governo, desfilar pela avenida principal da cidade do Funchal. Mas, por outro lado, numa
dessas viagens, rumei, num domingo soalheiro, até Porto Moniz para assistir a
um discurso do dito cujo presidente, então sob a bandeira do Partido Social
Democrata. Como sempre, sem papas na língua, Jardim teceu duras críticas ao
governo central, creio que liderado pelo professor Aníbal Cavaco Silva, agora
presidente do governo português, eleito em 2006. Alberto João Jardim, que
sempre admirei pela sua fatualidade, faz tudo para defender a sua ilha, mesmo
que tenha que ser duro com os governantes do seu próprio partido. Cavaco Silva
é um deles. Mas claro que Jardim endurece as críticas quando se trata da
oposição socialista. Jardim diz que só sairá do governo madeirense quando
quiser. Acreditamos que sim. Ele é uma figura venerada pela maioria dos
madeirenses. É adepto do Clube Sport Marítimo, mas não deixa de apoiar, por
exemplo, o Nacional e o União. Chamam-lhe de polémico, o que não deixa de ser
verdade, mas um polémico que não tem medo de ninguém, que ataca pontos
nevrálgicos do poder central.quadra do Rei Momo, ver o Dr. Alberto João Jardim, presidente do governo, desfilar pela avenida principal da cidade do Funchal. Mas, por outro lado, numa
A DEVIDO TEMPO – Claro que o Baú diz tudo, mas convém elucidar
que se tratam de matérias escritas há uns anos atrás, muitas delas ainda
religiosamente guardadas.
Hoje, teria que falar doutra maneira em relação ao presidente do
governo regional da Madeira, na sequência das notícias que têm vindo a lume na
imprensa nacional e estrangeira, o tal buraco financeiro que era totalmente
desconhecido, quiçá em função do blá-blá do próprio Alberto João Jardim.

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