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485º Aniversário da Cidade de Angra do Heroísmo

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Homenagem ao meu amigo e companheiro de A BOLA - João Lúcio Monteiro


Homenagem a João Lúcio Monteiro

Com ele estive em Toronto em 1977 quando acompanhei a digressão do Sport Club Angrense, era ele presidente da Assembleia Geral do First Portuguese Canadian Club. Mais tarde passou por Angra do heroísmo e ligou-me para casa para eu estar no Hotel de Angra, visto que queria me oferecer o seu primeiro livro de poemas. Anos volvidos, também em Angra do Heroísmo, juntos, atendendo a que o João Lúcio acompanhou o Vitória de Setúbal (treinado por Manuel Fernandes) que veio defrontar o Lusitânia num jogo de caráter particular. 
O João Lúcio viveu muitos anos em Toronto - regressou para Setúbal e faleceu no dia 29 de Outubro, 2008 com 85 anos.
A homenagem a João Lúcio:

Do camarote leonino 

Novamente com um grupo de amigos no Mundial 1994, mas desta vez no "Pontiac Silverdome" - capacidade para 77,500 - em Detroit, Michigan, a assistir ao Brasil 1 Suécia 0 - golo de Romário, salvo erro - em jogo das meias-finais. Deu para passear no estádio durante o período de aquecimento das equipas. Fiz pose com dois grandes amigos - lamentavelmente já falecidos - Álvaro Ruivo, devoto sportinguista, que até teve um filho na formação do Sporting e João Lúcio Monteiro, jornalista, poeta e escritor, natural de Setúbal e ardente adepto do Vitória.

Setembro de 1993: Com Raul Águas, então treinador do Vitória de Setúbal e amigo de longa data e outro muito saudoso já falecido amigo João Lúcio Monteiro, jornalista, locutor e escritor, no Estádio do Bonfim, durante um treino matinal da equipa setubalense. A lembrar que Raul Águas foi o treinador do Sporting na época de 1989-90, seguindo para o Boavista onde também permaneceu uma só época, antes de ir para Setúbal onde acabou por ficar durante três anos. Na altura, o chefe do departamento de futebol do Vitória era Félix Mourinho, pai de José Mourinho.

                                                   

O que eu escrevi sobre João Lúcio
De Londres, Toronto, Açores - Um tridente de peso
de Carlos Alberto Alves em outubro 23, 2016
Por: Carlos Alberto Alves

Sempre recordo o meu saudoso chefe de redação de A Bola, Vítor Santos, com eterna saudade e uma comoção desmedida, própria de quem conviveu de perto com este monstro sagrado do jornalismo desportivo.
Estava eu rolando na cama, às 1H55 da madrugada desta quinta – feira, quando comecei a recordar episódios passados com o chefe na Travessa da Queimada e, também, nas férias que ele passou na ilha Terceira (após o Mundial da Argentina) e que eu sempre o acompanhei em passeios e jantaradas. Numa bela noite, no restaurante Beira – Mar em São Mateus, ficamos quentinhos. Depois foi só chamar um táxi, deixar o Vítor no Hotel de Angra e eu para a minha residência, No dia seguinte, era outro dia para mais umas passeatas pelos pontos turísticos e umas refeições típicas da ilha.
Nestes contatos com o Vítor Santos, aprendi muito e também tomei conhecimento de muita coisa passada em torno do jornal. Num belo dia, creio que jantávamos na Cocheira Alentejana no Bairro Alto, o Vítor confidenciou-me o quanto admirava três pessoas ligadas ao jornal e foi adiantando os nomes de João Paulo Diniz (Londres), João Lúcio Monteiro (Toronto-Canadá) e Carlos Alberto Alves, eu próprio, nos Açores. Para ele, um tridente de peso de quem o jornal muito beneficiava. No meu caso pessoal, direi que A Bola foi uma ponte significativa da minha carreira jornalística que caminha para os 53 anos.
No que concerne aos meus outros dois colegas citados pelo chefe, óbvio que tive contatos com o João Lúcio, quer em Toronto (1977 e 1984) quer na ilha Terceira por duas vezes. A primeira quando lançou o seu livro de poemas e que passou um dia pela ilha a caminho de Lisboa. A segunda, acompanhando o Vitória de Setúbal que realizou um jogo particular com o Lusitânia no Estádio João Paulo II. Estivemos juntos no jogo e, à noite, foi meu convidado para jantar. Em Toronto, João Lúcio em 1977 apresentou-me em público na sede do First Portuguese Canadian Clube e, em 1984, a cena repetiu-se no Lamport Stadium. E aqui foi interessante que recebi alguns amigos emigrados que desconheciam a minha presença. Obrigado, João por todo o carinho que me dispensaste. Obrigado, Vítor Santos por todos os teus ensinamentos, revelações e, sobretudo, por me considerares um irmão do peito. Jamais deixo de pensar em ti. Aliás, o mesmo sucede em relação ao Alfredo Farinha. Afinal, aprendi muito com estes dois monstros sagrados do jornalismo.
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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