Como
moderador, participei em vários colóquios, destacando, nomeadamente, nas ilhas do
Pico, Terceira, Graciosa e São Miguel. Na Terceira, com o presidente da APAF,
Luís Guilherme, em São Miguel, com o árbitro Vítor Pereira, no Pico com o
treinador Manuel José, o atleta
Domingos Castro, Rui Almeida (da Antena 1), Dr. António Raposo, João Barnabé (professor de educação física e treinador de futebol)
e Alder Dante (ex-árbitro internacional). Finalmente, na Graciosa com Carlos
Valente, ex-árbitro internacional, que dirigiu o jogo seleção da Graciosa –
Juventude de Évora, que assinalou a inauguração do Estádio de Santa Cruz.
Depois, nessa mesma ilha, com o Clube de Portugal, os veteranos de Portugal que
incluiu muitos nomes sonantes, entre os quais José Rachão, José Eduardo (na
altura era comentador da Rádio Televisão Portuguesa), Fernando Peres, Manuel
Fernandes (já era treinador do Santa Clara e veio com autorização do clube),
Celestino, etc.. Depois do jogo, José Ávila, promotor desse jogo, ofereceu um
jantar, jantar esse que foi sumamente agradável, na medida em que houve piadas
para todos os gostos e paladares, particular destaque para José Rachão que foi,
sem sombra de dúvidas, o grande animador, logo seguido de Fernando Peres,
sempre folgazão, bem ao seu estilo.
Creio que, nestes colóquios, também dei o meu desinteressado contributo,
reconhecendo ainda que recolhi mais alguns ensinamentos. Em suma, valeu a
pena.
Não queria deixar de assinalar a minha presença nas comemorações dos 30 anos do
Clube da Imprensa Desportiva, vulgo CNID, tendo eu falado sobre a imprensa
regional, na cidade de Angra do Heroísmo, nas Bodas de Diamante da Associação
de Futebol de Angra, com a qual o CNID colaborou. Lá estiveram Artur Agostinho
(velha glória da imprensa portuguesa), Dr. David Sequerra, Manuel da Luz Afonso
(antigo selecionador nacional), Aurélio Márcio (meu companheiro de “A Bola”),
Rui Tovar, Pedro Ferrari (fotógrafo de “A Bola”). Uma semana depois, o culminar
das celebrações, em Lisboa, participando o Dr. Fernando Seara, ilustre figura
do desporto português.
Nessa altura, o CNID era presidido pelo jornalista Rodrigo Pinto, com quem
mantive sempre as melhores relações. Recorde-se que Vítor Santos foi o
principal impulsionador da formação do CNID, tendo por lá passado, como
presidente, alguns anos, realizando um trabalho notável, bem à sua imagem.
Ainda em relação ao Rodrigo Pinto, acresce dizer que não toquei naquele assunto
dos sapatos, que já relatei num capítulo anterior. Era descabido, para mais que
o Rodrigo Pinto foi gentil comigo, convidando-me para participar no aniversário
do CNID (o trigésimo). Curiosamente, passados alguns anos, não muitos,
representei o CNID no júri para atribuição de prémios monetários ao clube mais
popular dos Açores. Comigo estiveram, para além do Diretor Regional do
Desporto, José Sá, o Dr. Manuel Arruda (então presidente da Câmara Municipal de
Ponta Delgada), Antero Gonçalves e o Dr. Fernando Silva. Presidia à direção do
CNID, outro bom amigo, José Carlos Freitas, já no quadro de jornalistas de “A
Bola”, concretizando ele um velho sonho, enfileirar o naipe de jornalistas do
maior jornal desportivo de Portugal.

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