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485º Aniversário da Cidade de Angra do Heroísmo

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Do poeta-escritor Alexandre Oliveira


Baile de Debutantes
Saudades até que é bom, mas logo passa. Não venha dizer que é amor para toda vida, se duvida experimente do moído, Hoje pela manhã uma anciã comentava no, Face Book, que ela na nossa cidade promovia bailes de
debutante, e promovera tantos bailes que eu imaginei a pompa destes, e para que não passasse despercebida a mesma senhora disse que também promovera os
bailes de suas filhas, e que hoje o pessoal jovem não esta muito ligada nesse tipo de evento. Não se importam mais com os vestidos
elegantes, com os investimentos feitos nos penteados de época, e hoje isto pouco importa; hoje até cabelos curtos e calças Jeans elas usam na data. Imagine como são suas musicas, onde vemos que estas gostam demais do Axé, e muitas destas nem sequer sabem o que seja dançar valsas com um daqueles cadetes do exercito, e outros aspirantes a oficiais. Imaginem se elas se dariam ao luxo de a meia noite, vestir-se com tantas cerimonias.  Na real, na real nós é que sentimos falta da elegância desses bailes tão apaixonados de debutantes, onde hoje elas querem aproveitar de outro modo.  Seus gostos mudaram. Se você, amigo, duvida sobre o que comento, converse com sua filha, e saiba de sua preferência, elas querem porque não unir o útil ao agradável e vão muito mais além.  A jovem de hoje quer ter mais experiências, querem ter mais liberdades, essas querem viajar, conhecer países, e detalhe, não é só os Estados Unidos. Elas querem sim conhecer outros lugares junto a sua turma, e querem namorar, e se durante este namoro, se rolar, rolou, e se colar, colou, não vem mais o caso tal descoberta, isto é coisa que se comente noutra hora.  Bem sabemos que é uma data importante para nós que somos pais, e como uma onda ela passa de menina, a mulher naturalmente.  Estas meninas, então parecem mais inteligentes e donas de si.  E pelo que parece o baile de debutantes ficou em algum lugar no passado já que não vemos mais, nenhum tipo de comentário. Mesmo assim, quando mais perto estiver eu tentarei fazer o “débu” da minha caçula com a ajuda de Rejane Viana, ao som da Orquestra Tabajara, ou quem sabe ao som dos meus amigos, Marcos Alcântara, e Leco D' Baile.  Declaro que existe quem possa pretender apagar minha voz, eu não os culpo porque: não tenho nada da doutrina jurídica que possa julgar.  
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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