Apesar de estar longe, não esqueço a minha
terra e consequentemente o que existe em torno da atividade desportiva onde
estive intrinsecamente ligado durante 40 anos, isto é, até ao dia de zarpar
para o Brasil, tendo saído da ilha do Faial onde dei continuidade à minha
carreira. Lá estive desde janeiro de 2003 a agosto de 2004, passando pelo
jornal Tribuna das Ilhas e pelo Futebol Clube dos Flamengos, não esquecendo os
veteranos do Sporting Clube da Horta.
Sempre leio com atenção todas as peripécias que
envolvem o desporto açoriano e aos domingos acompanho a Antena! – Açores, tudo
isto graças à internet.
Hélio Ormonde é um velho amigo e dedicado
desportista que reside na freguesia das Lages. Um grande entusiasta pelo
futebol e que tem prestado relevantes serviços na formação do Lajense e, por
esse facto, tem sido a mola real do Torneio do Ramo Grande que entra na sua
sétima edição com a presença do Atlético de Madrid. Portanto, um torneio de
cariz internacional.
Hélio Ormonde, pelo que me apercebi, teceu duras
críticas à Direção Regional do Desporto e ao próprio Governo Regional. Claro
que tudo vem por inerência. A capa estica. Lamenta-se Hélio Ormonde que a
referida entidade não contribuiu com um cêntimo, ao invés da sua postura em
relação à verba atribuída ao evento FOOT 21 que é organizado na ilha de São
Miguel. E sabe-se por quem. Mas aqui, a tal questão paradoxal em que vem à cena
o Secretário do Turismo, Vítor Fraga, que argumentou tratar-se de uma
estratégia de (sic) “captação de fluxos e promoção do destino Açores”, daí que
a Região desembolsará 60 mil euros-ano.
Não restam dúvidas que tudo pode ser para São
Miguel. Eu até já disse em algumas rádios, incluindo da Califórnia, se eu fosse
micaelense o governo tinha reconhecido o meu afã durante os cinquenta anos de
atividade, completados em 10 de março passado. Foi apenas mais uma achega e,
também, para lançar cá para fora este sapo que já me incomodava há largo tempo.
Na verdade, meu amigo Hélio Ormonde, a
discriminação continua. Há interesses que se sobrepõem ao próprio desporto e a
Terceira será sempre relegada para uma posição inferior. Para São Miguel tudo
se pode e tudo se faz. Nada tenho contra os micaelenses. Longe disso. Só
discordo da política que é seguida pelo governo, nomeadamente pela Direção
Regional do Desporto. Sobre esta tutela, para breve vou transmitir, com rigor e
revolta, o que me vai na alma.
Amigo Hélio Ormonde, mesmo sem subsídios
governamentais, tenho a certeza de que a sétima edição do torneio de futebol
jovem do Lajense será assinalada com o tão almejado êxito, social e
desportivamente falando. Que assim seja, são os meus sinceros votos.

Sem comentários:
Enviar um comentário