
José Henrique Pimpão - Quantas colhidas no "quinto touro"?
Há figuras da nossa terra, nomeadamente do burgo angrense, que não podem, de forma alguma, ser esquecidas. E o melhor é prestar-lhes as devidas homenagens quando ainda estão vivas. É que, infelizmente, e na maioria dos casos, entra-se na tal homenagem póstuma que a mim, dentro da própria ótica
Dentro desse naipe de figuras que têm contribuído para a expansão da terra em termos de divulgação, tenho que incluir o José Henrique Pimpão que conheço há muitos anos e com quem tive o privilégio de fazer parte de um elenco diretivo e também de um jornal. Óbvio que tenho que referir que isso se passou no Sport Clube Lusitânia. De resto, como colaborador do RCA, também apanhei o José Henrique Pimpão fazendo parte de uma direção presidida por José Gabriel Fragoso.
Do Lusitânia ele, José Henrique Pimpão, está regularmente presente nas páginas do Diário Insular, nunca esquecendo umas notas para os que faleceram, mormente atletas.
De maio a outubro, o José Henrique Pimpão, aficionado da festa brava, raramente falha uma tourada. E manda a verdade dizer que, com as suas crónicas no DI, também tem prestado um relevante serviço informativo sobre a tauromaquia, maior incidência no que concerne às touradas à corda. E creio que ele, em termos de ganaderos, não tem partidos. É amigo de todos.
Bom, no íntimo ele deve ter o seu preferido, mas, dentro daquela ética que o tem caracterizado, nunca divulgou, até porque a maioria dos ganaderos da atualidade têm ligações ao “seu” Lusitânia, isto por via dos seus antecessores, citando, por exemplo, Rego Botelho e Albino Fernandes.
De tudo isto, o José Henrique Pimpão tem merecido o maio respeito e estima de todos. E não há tourada à corda em que não é chamado para uma ou mais casas para um brinde da ordem. Aqui só resta saber quantas colhidas já apanhou do “quinto touro?”. Sei que ele, com o copo na mão, é um bom “diestro”, evitando sempre aquela colhida da ordem. Mas um dia não são dias e toma lá disso. E um dia é capaz de perguntar a um touro de nome Evaristo “tens cá disto?”.
Do jornal A União - A e L Of Toronto
Sempre me vou atualizando sobre o Canadá com notícias provindas dos amigos mais próximos, sobretudo aqueles que comigo estão diariamente no facebook. E não são poucos, uns da cor vermelha e outros da cor verde. Mas, aqui, creio que há equilíbrio até porque, nos vermelhos, o Fernando Bettencourt vale por dois. É certo que andou na escola do tio Adalberto Bettencourt que, segundo um email que me enviou, os angrenses de Toronto festejaram a subida do clube-mãe (o Sport Club Angrense da Terceira) e também estão convictos de que a atual direção dos “encarnados” de Angra não cometerá loucuras em termos de contratações. Aliás, é bem visível que o plantel do Angrense para 2011/2012 é todo formado por jogadores da região. Agora, competitivamente falando, é esperar por uma cabal resposta e demonstrar, à face dos resultados positivos, que é possível competir no segundo escalão do futebol nacional com jogadores “made in Açores”, neste caso mais concretamente “made in Terceira”. A ver vamos. Em Toronto, pois, os sportistas estão animados com a presença do Angrense na II Divisão-B, o que acontece pela primeira vez. Em cada domingo de competição, por certo que no seio dos sportistas de Toronto existirá enorme expectativa com um acompanhamento via Antena 1 Açores, através da internet. É assim que eu faço na época futebolística, vivendo e acompanhando os nossos clubes, quer na II B quer na Série Açores.
Ainda de Toronto, mas ao invés do grande rival, os lusitanistas estão entristecidos com o que se passa em torno de um clube que é, em termos de títulos, o mais campeão dos Açores, não sendo, no entanto, o mais representativo ao nível nacional, porque essa representatividade pertence ao Santa Clara, agora na Divisão de Honra, mas regista no seu historial uma passagem pelo principal escalão do futebol nacional. Portanto, e ainda em relação aos muitos lusitanistas que residem em Toronto, a esmagadora maioria terceirenses, ainda existe uma ténue esperança de que, em parte, seja debelada a situação financeira do clube, o que pelos vistos, e em função do que se conhece sobre o assunto, não será tarefa nada fácil. Mas também é bem verdade que a esperança é a última coisa a morrer. Só que essa esperança já começa a “ficar com barbas”. É hoje é amanhã e fica tudo na mesma, ou seja, uma coletividade, baluarte açoriano, que anda ao “Deus-dará”, mau grado o empenho da sua comissão administrativa e de alguns sócios que a ela se juntaram. Assim sendo, os lusitanistas de Toronto anseiam por melhores notícias com vista à época desportiva que se aproxima. Vamos ter ou não o Lusitânia na Série Açores?

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