JORNALISMO EM DESTAQUE

485º Aniversário da Cidade de Angra do Heroísmo

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Dos meus 50 anos de jornalismo


Do meu grande amigo Rui Almeida, profissional da comunicação de elevada qualidade)



Escrevo este texto em Joanesburgo. Poderia escrevê-lo em Lisboa, Londres, Nova Iorque, Macau ou Rio de Janeiro. Também o poderia escrever nos Açores, nos "nossos" Açores, que conheci há 44 anos e pelos quais me apaixonei.

Onde quer que o alinhavasse, poderia ter a meu lado quem, na sua vida, correu
mundo, e se apaixonou. Pela vida, pelas pessoas, pela profissão. Mas, sobretudo, pela escrita: aquela escrita escorreita e fluente, correta e influente que só os mestres atingem e de cujas penas saem palavras soltas e ideias soalheiras. Essa escrita, "a dos antigos" - dizem os mais novos - continua a valer mais que todas as distâncias, que todos os teclados, que todas as tecnologias. "Escreve bem", sempre me disseram os meus Mestres. Quem bem escreve melhor se adapta. 50 anos depois, a escrita, meu caro Carlos, continua a ser a tua paixão, como os Açores, 44 anos depois, continuam a ser a minha. E ligam-se. E liga-se tudo, como se o redondo do mundo tornasse redonda a vontade de estar juntos. Escrevo este texto em Joanesburgo. Podia escrevê-lo no fim do mundo. Porque 50 anos, afinal, se resumem a uma vida de paixão. E a paixão, para lá de eterna, é universal. Para um "mestre" da escrita a paixão apaixona. E é enamorado pela pena leve, escorreita e rigorosa que te envio, seja de que parte do mundo for, o mais forte e fraterno dos abraços.


Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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