José Henrique Sousa (Amigo, leitor, residente em Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores)

O
Carlos Alberto Alves Silva, encontra-se a festejar o seu aniversário. Como
nasceu num dia muito especial para o povo português, o 13 de Outubro, data em
que Nossa Senhora de Fátima fez a sua última aparição aos pastorinhos, na Cova
da Iria em Fátima, quis a sua família que tivesse como madrinha de
batismo
precisamente Nossa Senhora de Fátima. Daqui desta Ilha de Jesus Cristo, à beira
mar plantada neste vasto oceano que banha todas estas nove ilhas dos Açores,
não me posso dissociar desta efeméride e como tal lhe envio a imagem da sua
madrinha cuja festa se está a celebrar também hoje, nesta minha freguesia de S.
Bento, lugar de S. Luis. Mas também não quero de modo algum deixar de proferir
mais algumas palavras do que sei acerca do Carlos que no próximo ano completará
as suas bodas de ouro de jornalista de créditos firmados. O Carlos, em termos
desportivos, fez de tudo um pouco, desde praticante, dirigente, treinador de
várias modalidades quer dos escalões de formação quer de séniors, árbitro de
futebol etc. etc. No jornalismo, sempre se esforçou por estar atualizado
através da formação, como dos diversos contatos que teve com grandes mestres do
jornalismo português como sejam Vitor Santos, Vitor Serpa, Carlos Pinhão,
Alfredo Farinha, Aurélio Márcio e muitos, muitos outros. Aqui nesta terra
dirigiu páginas desportivas nos Jornais Diário Insular e A União, este agora
extinto e onde mantinha ainda bem viva a recordação dos tempos e dos amigos que
aqui teve e sobretudo de todos aqueles que aqui se distinguiram. O Carlos
cumpriu o seu serviço militar no ultramar, mais concretamente em Angola, onde
para além de continuar a sua atividade desportiva, foi árbitro de futebol que
depois continuou aquando do seu regresso à Terceira. O Bairro do Corpo Santo e
o seu Maritimo estão para sempre gravados de modo especial em seu coração.
Apesar de seguir todos estes feitos dele, conheci-o pessoalmente em 1977,
quando por ironia do destino fui nomeado em comissão de serviço pelo Governo
Regional para exercer o cargo de Chefe de Secretaria da Escola de Enfermagem da
Ilha Terceira, então em fase de instalação e que passou então por periodoe
bastante conturbado dados diversos problemas que existiam entre funcionários e
direção. Quer a Escola de Enfermagem, quer a pequena dependencia da Inspeção de
Saúde onde o Carlos trabalhava como único administrativo e responsável tendo
como colaborador o Paulo Jorge que não me lembro do apelido e que procedia à
recolha de amostras de sangue para análise, funcionavam no antigo Hospital do
Isolamento, agora instalações novas do lar de Idosos da Santa Casa da
Misericórdia de Angra do Heroísmo. Foi portanto no ano de 1977 em que labutámos
próximos embora em compartimentos diferentes que nos poucos minutos que nos
restavam para a entrada ao serviço, quer na parte da manhã, quer no inicio do
periodo da tarde após o almoço que a malta trocava alguns dedos de conversa.
Sei que o Carlos se reformou e que depois partiu para terras de Vera Cruz,
nunca se esquecendo desta terra e dos seus jornais para os quais enviava
regularmente os seus escritos por cá sempre apreciados. Por cá esteve algumas
vezes de visita, mas por acaso nunca me encontrei com ele nesses momentos.
Espero que os orgãos máximos desta terra saibam reconhecer o mérito deste homem
eclético, aquando no próximo ano celebrar os seus 50 anos de jornalismo e dele
não se esqueçam reconhecendo-lhe o devido mérito e a honra e orgulho que esta
terra tem neste homem que tudo fez de uma maneira brilhante.

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