Leonço era uma paz de alma. Cabelo e barba grisalhos, calças um pouco acima da canela, cigarrinho na boca e lá andava ele pelo burgo angrense. Uma pessoa altamente correta. Adorava passar as tardes (e algumas manhãs, sublinhe-se) no Café Atlêntico, o "vício" de jogar às damas e ao xadrez. E jogava bem. Um
forte jogador. O adversário que mais lhe metia respeito era, sem dúvida, o Chico Toste. Quando os dois estavam jogando, ao lado da respectiva mesa muita gente assistindo. E presenciar a calma do Leonço quando o Chico Toste, com todo aquele vozeirão, barafustava com o seu oponente que, tranquilamente, dizia-lhe: calma Chico, não te enerves. Era motivo para risada geral. E também quando o Chico levantava a voz. Levantar a voz? Puxa... quase que se ouvia na Praça Velha. Mas era um despique muito interessante, manda a verdade dizer.
quinta-feira, 25 de agosto de 2016
Da raiz da memória
Sobre o autor
Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...
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