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sábado, 24 de setembro de 2016

Do jornal A União



Do Faial para a Madeira

Vou aqui, neste artigo, falar de três amigos desportistas, um deles em atividade e os outros dois, “aposentados da bola”, que rumaram para os Estados Unidos.

Fui daqueles que, ao serviço deste jornal (na altura estava por aqui), acompanhei os Jogos Juvenis Insulares e os Jogos do Atlântico, com viagens à Madeira e Canárias (Santa Cruz de
Tenerife e Las Palmas), não esquecendo as edições que se realizaram nos Açores, sobretudo com competição na Terceira e em São Miguel.
Ao longo desses contatos com desportistas de várias modalidades, sempre foram ficando as amizades que ainda hoje cultivo com muito prazer. E muitos deles reencontrei no excelente site social, o já nosso facebook.
Dessa rapaziada, os do basquetebol, por exemplo, sempre tiveram para comigo um enorme respeito e simpatia. É por isso que aqui recordo o João Pedro Vieira, oriundo do Faial e também filho de um velho amigo conhecido na Horta por “Rui da Avó”. Ora, João Pedro Vieira, dentro da modalidade que abraçou com carinho e extrema dedicação, acabou por ir parar à ilha da Madeira e hoje trabalha no CAB, fazendo parte da equipa técnica, para além de ter passado por outros clubes.
Afirmei que sempre estive mais harmonizado, nos referidos jogos, com a malta do basquetebol e também, claro está, a do futebol. Numa edição dos Jogos Juvenis Insulares, um dia, à noite, no Funchal, decidi fazer uma passagem pelo terraço do hotel para descontrair, visto que tinha trabalhado imenso nessa tarde, enquanto outros, por opção e dentro da sua forma de estar, optaram por ir até a uma discoteca. Paradoxal que possa parecer, esperava ser o solitário naquele espaço do hotel, mas, ao chegar ao cimo da escada (o último degrau), deparei com um cenário interessante: a rapaziada do basquetebol, masculinos e femininos, estava acasalada, mas sem qualquer tipo de cenas escandalosas. Umas beijocas, uns encostos com um pouco mais de fogosidade, enfim, a juventude divertia-se. O pior foi quando me viram. Houve preocupação, mas eu, apercebendo-me que isso estava acontecendo, disse logo: fiquem tranquilos que não vou escrever absolutamente nada. Fiz meia-volta volver e retornei aos meus aposentos. No dia seguinte, encontrei essa mesma malta (João Pedro Vieira, Luís Veríssimo, Roberto Simões, para apenas falar destes) à hora do café e sempre fui comentando: rapazes, que bela noite. Só deu para eles sorrirem...
E, hoje, na ilha da Madeira, lá se encontra o faialense, João Pedro Vieira, adulto e responsável, trabalhando para um dos mais populares clubes do basquetebol nacional. O destino marca a vida.




Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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