Do Faial para a Madeira
Vou aqui,
neste artigo, falar de três amigos desportistas, um deles em atividade e os
outros dois, “aposentados da bola”, que rumaram para os Estados Unidos.
Fui daqueles que, ao serviço deste jornal (na altura estava por aqui),
acompanhei os Jogos Juvenis Insulares e os Jogos do Atlântico, com viagens à
Madeira e Canárias (Santa Cruz de
Tenerife e Las Palmas), não esquecendo as edições que se realizaram nos Açores, sobretudo com competição na Terceira e em São Miguel.
Tenerife e Las Palmas), não esquecendo as edições que se realizaram nos Açores, sobretudo com competição na Terceira e em São Miguel.
Ao longo desses contatos com desportistas de várias modalidades, sempre foram
ficando as amizades que ainda hoje cultivo com muito prazer. E muitos deles
reencontrei no excelente site social, o já nosso facebook.
Dessa rapaziada, os do basquetebol, por exemplo, sempre tiveram para comigo um
enorme respeito e simpatia. É por isso que aqui recordo o João Pedro Vieira,
oriundo do Faial e também filho de um velho amigo conhecido na Horta por “Rui
da Avó”. Ora, João Pedro Vieira, dentro da modalidade que abraçou com carinho e
extrema dedicação, acabou por ir parar à ilha da Madeira e hoje trabalha no
CAB, fazendo parte da equipa técnica, para além de ter passado por outros
clubes.
Afirmei que sempre estive mais harmonizado, nos referidos jogos, com a malta do
basquetebol e também, claro está, a do futebol. Numa edição dos Jogos Juvenis
Insulares, um dia, à noite, no Funchal, decidi fazer uma passagem pelo terraço
do hotel para descontrair, visto que tinha trabalhado imenso nessa tarde,
enquanto outros, por opção e dentro da sua forma de estar, optaram por ir até a
uma discoteca. Paradoxal que possa parecer, esperava ser o solitário naquele
espaço do hotel, mas, ao chegar ao cimo da escada (o último degrau), deparei
com um cenário interessante: a rapaziada do basquetebol, masculinos e
femininos, estava acasalada, mas sem qualquer tipo de cenas escandalosas. Umas
beijocas, uns encostos com um pouco mais de fogosidade, enfim, a juventude
divertia-se. O pior foi quando me viram. Houve preocupação, mas eu,
apercebendo-me que isso estava acontecendo, disse logo: fiquem tranquilos que
não vou escrever absolutamente nada. Fiz meia-volta volver e retornei aos meus
aposentos. No dia seguinte, encontrei essa mesma malta (João Pedro Vieira, Luís
Veríssimo, Roberto Simões, para apenas falar destes) à hora do café e sempre
fui comentando: rapazes, que bela noite. Só deu para eles sorrirem...
E, hoje, na ilha da Madeira, lá se encontra o faialense, João Pedro Vieira,
adulto e responsável, trabalhando para um dos mais populares clubes do
basquetebol nacional. O destino marca a vida.

Sem comentários:
Enviar um comentário