"ZÉ CARLÃO" TAMBÉM É UM DOS NOSSOS
Só agora, volvidas algumas semanas após o seu falecimento, tive a necessária coragem para falar do “Zé Carlão”, desaparecido do nosso convívio há pouco tempo. Uma notícia que me apanhou de surpresa, porque sempre vi aquela figura num constante vai-vem entre o seu posto de trabalho, a redação e a sala
O “Zé Carlão” foi sempre um funcionário de alto rendimento e, sobretudo, uma pessoa de aquilatável afabilidade para com aqueles que o procuravam. Ao cabo, de uma impressionante correção, daí ser admirado e estimado por todos os colegas e amigos. E não é de admirar que a sua morte tenha sido muito sentida. Recebi essa triste notícia, via facebook, através do Ricardo Laureano. Escusado será dizer que foi forte o impacto da mesma, eu que já tinha saudades do tempo em que ele me procurava a dizer que havia mais anúncios para o jornal da segunda-feira, o que me obrigava a mudar um pouco o esqueleto da respectiva edição, sabendo-se da exigência de alguns clientes para o seu anúncio ser colocado na página em que eles achavam que seria a mais lida. E aqui havia mesmo que aceitar, apesar dos meus resmungos, mas nos lábios do “Zé Carlão” saia sempre um sorriso de satisfação, tendo em linha de conta que a publicidade é um dos maiores suportes financeiros de um jornal.
Há pouco tempo, num dos meus artigos, falei no “jornal do outro lado da vida”, com o JD Macide e outros colegas à nossa espera. Pelos vistos, será um jornal que abrangerá todas as temáticas, porque são muitos (e bons) os escribas que o farão chegar às “bancas dos santos”. Na minha equipa, quero o JD Macide e o outro querido amigo Rui Rodrigues. Partiremos para um jornal composto apenas por gente açoriana. Depois, é só combinar quem chefia a redação, quem serão os editores, mas aqui, para recepcionista e distribuidor de anúncios, já se poderá contar com este reforço de vulto, o “Zé Carlão” que também é (sempre foi) um dos nossos. E foram muitos os escribas da nossa praça, já no “outro lado da vida”, que lidaram com o super “Zé Carlão”. E por todos foi sempre venerado pelo seu espírito de humanismo, não esquecendo o exemplar brio profissional.
“Zé Carlão” peço desculpa por só agora ter arranjado coragem para alinhavar este escrito. Mas, como diz o outro, mais vale tarde do que nunca. E creio que não foi muito tarde. Ao invés do que fizeram outros companheiros, na ocasião faltou-me força para prestar a minha homenagem a um dos mais carismáticos recepcionistas dos últimos trinta anos, por aí... Ele, o grande ser humano que foi, o profissional de se lhe tirar o chapéu.


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