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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Do jornal A União



OS TROFÉUS QUE INSTITUÍMOS PARA O FUTEBOL JOVEM


  Quando entramos em A União, pela mão do nosso saudoso amigo José Daniel Macide, trazíamos algumas ideias para colocar em prática. Não um jornalismo revolucionário, nem tampouco sensacionalista, até porque, na altura, tínhamos 7 anos de atividade, o que para mim significou a “fase do engatinhar”. O crescimento e a maturidade foram acontecendo nos anos que se seguiram até ao presente momento.

Dessas ideias pré-estabelecidas, e que tiveram sempre o consenso do JD Macide, foi visível a receptividade que teve o apoio ao futebol jovem, com crónicas, pontuações de jogadores e diversos prémios, incluindo o do fair play. Evidentemente que, nesta arrancada, contamos com a adesão de vários amigos com casas comerciais, destacando, entre outros, o empresário José Brasil. De fato, a Ourivesaria Brasil manteve-se ao lado da minha pessoa, instituindo vários troféus, de acordo com o que pretendíamos levar a cabo. Foi, na verdade, uma iniciativa marcante. Hoje ainda vejo fotos no facebook desse tempo. Por exemplo, o José Gabriel Bretão (que vive em Lowell), lateral-direito do Lusitânia que acabou por ser o mais regular na pontuação atribuída nos jogos, guarda religiosamente esse troféu conquistado. Outros, por certo, terão feito o mesmo. Foi uma fase de arranque para quem se inicia no futebol e, sobretudo, uma forma de incentivá-los e, óbvio, comprando o jornal às segundas-feiras. E lembro-me que muitas vezes vi alguns desses jovens à porta da administração do jornal (a porta do Armando Romeiro, como eu dizia por brincadeira) à espera que o jornal saísse, procurando saber qual a pontuação que lhe foi atribuída e o restante conteúdo da crónica em si. 
Evidentemente que nunca me preocupou que outros seguissem as minhas pegadas, através de iniciativas semelhantes. Mais tarde, e dentro do mesmo contexto, e também em A União, o Antero Pacheco proporcionou a outros jovens o mesmo espírito. Não considerei isso um plágio, mas tão somente uma interessante sequência, que não teve continuidade por parte dos outros que se seguiram. Na realidade, é (era) trabalhoso e custa levantar cedo aos domingos. Só que nós corremos por gosto.
Foi, portanto, uma forma de também aqui se reconhecer a disponibilidade do nosso bom amigo José Brasil, ele que também foi futebolista e começou nos principiantes (no tempo era assim que se denominava) do Lusitânia. Ele que naquela altura jogava com bolas defeituosas e calçava botas de travessa, por vezes com pregos, o que era muito usual naquele tempo. Estes jovens de hoje, iniciantes no futebol, já têm tudo do melhor. E tem que ser assim para os estimular.


Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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