Isabel, dá-me os teus pés
em casamento
Ainda hoje tenho suores frios quando me
lembro da Samantha Fox, uma das minhas maiores referências existenciais
enquanto adolescente. Nem precisava cantar para eu fixar os olhos um pouco
abaixo do pescoço da loira britânica.
Sem sair da música, sempre considerei a Tina
Turner uma mulher e pernas. Também acho piada às ancas da Shakira, aos rabos
das baianas e aos olhos cor do céu da Oceana Basílio, por sinal minha amiga do
peito no Facebook.
Mas, com o avançar da genialidade, as minhas
atrações sexuais ganharam requinte e passaram a ser concisas.
Só os pés me chamam a atenção atualmente.
Qual não foi o meu espanto quando literalmente caí aos pés da Isabel, uma
querida bexigosa cujos mais dados recuso-me a acrescentar face ao escrupuloso
cumprimento do direito à privacidade – além do caro leitor não dever cobiçar os
pés alheios.
Para já, posso revelar que a dita bexigosa
calça o atraente número 47, que faz corar de vergonha qualquer Cinderela deste
mundo.
Os pés são exemplarmente torneados pelos
calcanhares e as unhas passaram pela oficina e ficaram divinais com um rosa
choque ligado à eletricidade.
É impossível passar sem os pés da Isabel.
Penso neles enquanto caminho e, sobretudo, quando me descalço.
Adorava percorrer, de pés dados, a sua
caminhada pedonal e perguntar-lhe algo do género antes de arriscar um
sapateado: a menina dança, tem pés ou descansa?
O chulet dos pés da bexigosa é o perfume da
minha vida. Quero percorrer todos os seus trilhos, mesmo de salto alto ou
sapatilha luminosa.
Dava 99% do meu génio para ser as meias de
tão apetitosos pés.
Sou obrigado a perder a timidez para exigir os
seus pés em casamento.
Caso conceda os pés em vez de me dar com
eles, viveremos felizes até depois da eternidade e somos capazes de ter muitos
pezinhos, mesmo sem coentrada.


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