GRATO
AO FUTEBOL CLUBE DOS FLAMENGOS
Não estava nas minhas cogitações ter que voltar ao Faial, ilha que sempre
adorei em função das muitas visitas que lá efetuei, quer como treinador, quer
como jornalista e, inclusivamente, como árbitro. Depois, a minha prestação com
o estatuto de treinador ao Sporting Clube da Horta, onde conquistei o título de
campeão de ilha e da Associação de Futebol da Horta, para além de vice-campeão
no Torneio dos Campeões de acesso ao escalão terciário do futebol nacional.
Passando por Coimbra e Figueira da Foz, respectivamente em 2001 e 2002, decidi,
no ano seguinte, regressar ao Faial, desta feita sem qualquer compromisso de
futebol e/ou jornalístico. Contudo, como o bicho continuava (e ainda continua)
bem vivo, aceitei um convite para coordenador do Jornal Tribuna das Ilhas, o
que muito me honrou, tendo em linha de conta que conheci duas pessoas
magníficas: Mário Frayão (diretor) e Lídia Bulcão (chefe de redação).
Porque o meu trabalho sempre foi ali reconhecido (quando digo ali, falo em
termos de ilha), volvido algum tempo aceitei um desafio do Futebol Clube dos
Flamengos para o cargo de diretor técnico do futebol sénior e treinador das
escolas de formação, acabando, por via da saída do então treinador Luís Paulo
Pacheco, por assumir os três cargos: diretor técnico, treinador das escolas e
treinador da equipa sénior. Uma aposta da direção do FCF que, entretanto, não
deu os desejados frutos. Ficou-se pelas boas intenções por parte de um elenco
diretivo que foi empenhado, sem, contudo, estar isento de erros em termos de
contratações de jogadores. Mas isto é que por ora menos interessa na feitura
deste artigo e cuja essência tem a ver com a consideração que tiveram para
comigo quando, em 10 de março de 2004, completei 40 anos de carreira (hoje a
caminho dos 49).
Uma homenagem que sempre recordo para mais se tratando de um clube onde
monetariamente mais ganhei e cuja passagem foi curta, manda a verdade dizer.
Porém, esta homenagem terá constituído, ao cabo, umas “luvas brancas” para
outros clubes por onde passei e onde recebia uma gratificação para comprar
rebuçados, apesar do Lusitânia, nas suas Bodas Diamante, me ter distinguido com
um diploma pelo que fiz em termos jornalísticos.

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