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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Do jornal A União




TRÊS JOTAS DA AMIZADE
 
Se fosse para escrever sobre todos os jotas que conheço, naturalmente que uma edição deste matutino não chegaria para encaixá-los na sua totalidade. Claro que, uma vez por outra, trazemos à estampa figuras cujo nome se inicia com jota (João, Jorge, Juvenal, Jesus, e por aí fora. De Joel, já falamos do barbeiro falecido nos Estados Unidos e do escritor-jornalista Joel Neto). Hoje, um João, um Jorge e um José. Dois na ilha Terceira, respectivamente em Angra e na Praia da Vitória, e outro na Figueira da Foz.


JORGE MONJARDINO – Tenho sabido notícias deste companheiro e amigo através do Carlos Borba que se encontra na Alemanha, como é sabido. Tive o privilégio de acompanhar Jorge Monjardino na edição do ano de 2000 da Maratona de New York, uma das mais famosas provas pedestres e que reúne, normalmente, mais de quarenta mil participantes. Portugal é sempre uma presença assídua e Jorge Monjardino já havia participado numa anterior edição. A tal presença em que, numa das noites que antecederam a prova, se perdeu em New York, segundo um relato que nos foi feito pela Maria João Ávila. Aliás, Maria João Ávila sempre presente, não esquecendo também outros dois terceirenses emigrados para os States, na circunstância Luís Henrique Pimpão Cordeiro e Paulo Henrique da Fonseca, vulgarmente conhecido por “Pira”, alcunha que “herdou” do seu falecido pai, Francisco da Fonseca, que fez parte de brilhantes equipas do Lusitânia.

Em 2002, na referida maratona de NY, Jorge Monjardino foi o melhor português, fato que nos deixou altamente satisfeitos, visto que melhorou a sua classificação paralelamente à sua anterior participação.
Hoje, pelo que fui informado, o Jorge Monjardino leva uma vida muito mais virada para a família, ou seja, junto da esposa e filhos, mas, contudo, não pode ser esquecido. Foram muitos anos de dedicação ao atletismo. Digamos que dentro e fora de portas, dignificou a modalidade e a nossa terra em particular.
JOSÉ TOMÁS CUNHA – Ele nunca deixará de ser conhecido por professor José Tomás. Conheci o José Tomás desde o tempo em que ele veio da Graciosa para a Terceira. De Angra foi para a Praia da Vitória onde hoje ainda se mantém, com uma família que construiu com muito amor e carinho. Um professor reconhecido pela sua capacidade e, sobretudo, pela sua forma de agir dentro da escola, ou seja, na relação professor-aluno. Depois, enveredou pelo sector empresarial, lançando a Susiarte que, verdade se diga, passou a ser muito conhecida. E porque sempre foi um homem que gostou do desporto, apoiou várias iniciativas através da própria Susiarte, o que ainda hoje acontece, desta feita em relação ao Sport Club Praiense, o seu clube do coração e onde se evidenciou, pela sua postura de homem honesto e de ampla visão, na qualidade de presidente da direção.
Recentemente, José Tomás Cunha foi um dos professores aposentados que a edilidade da Praia da Vitória distinguiu, fato que inclusive referimos no facebook, a par de outros dois amigos que fizeram parte dessa mesma lista de professores reconhecidos, casos de Manuel Pires Luís e Maria Alice da Costa Silveira.
Para terminar, uma pertinência: José Tomás, para quando o teu regresso à presidência do Praiense?
JOÃO MARIA – Dos jogadores que o Lusitânia recrutou no continente para a sua campanha da segunda divisão, no tempo do treinador Mário Nunes e da segunda presidência de José Gabriel Fragoso (o “tio patinhas”), veio da Figueira da Foz um dos mais briosos profissionais, o nosso conhecido João Maria. Para além de jogador de méritos firmados, João Maria revelou-se, humanamente falando, um homem de enorme caráter, virtude que dirigentes e colegas sempre aquilataram.
Porque o mundo é pequeno (sempre o digo), quando em 2001 fui para Coimbra e no ano seguinte (2002) para a Figueira da Foz, contei de novo com a amizade do João Maria. Não foram poucas as vezes que me levou a sua casa para jantar. Mais: também não foram poucas as vezes, a seu convite, que acompanhei os veteranos da Naval 1º. de Maio. Depois dos jogos, a grande confraternização com jantaradas a preceito.
Quando mudei de Coimbra para a Figueira da Foz, João Maria fez questão de me ajudar com o seu jeep. Realmente, tenho que confessar que, para o efeito, foi uma preciosa presença, seguindo aquela velha máxima de que os amigos são mais amigos nos momentos em que deles necessitamos. E assim foi.
E foi com enorme prazer que, em 2004, havia recebido a notícia de que os veteranos da Naval participariam num torneio para a categoria, torneio esse englobado no programa das Sanjoaninas, através de um convite formulado pelo Lusitânia. Claro que tudo isto teve a ver com o próprio reconhecimento ao João Maria, dentro dos predicados que acima referimos.

Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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