Torturador de moscas,
aqui fica a confissão
Brigitte Bardot teve uma tirada célebre: “quanto mais conheço os homens, mais gosto dos animais”.
A bela BB, protagonista do filme “E Deus criou a
mulher”, deu assim expressão máxima ao seu ativismo como defensora dos direitos
animais e está no absoluto direito de pensar desta forma, se não chatear os
outros que, em termos de tratamento, dão prioridade aos humanos.
É o meu caso. Guardo recordações saborosas de dois rafeiros que povoaram e animaram a meninice – Fineza, a minha primeira cadela (caninamente escrevendo…), e Leão, um tratado de inteligência e agilidade.
Mas, e esperando não ser fuzilado pelos mais acérrimos defensores dos animais, pequei milhentas vezes em ações de tortura, sobretudo no que a insetos diz respeito.
Confiando que o já
assustador afastamento temporal do período da infância dita a prescrição do
crime, recordo o verdadeiro massacre que dava às moscas.
Depois de as apanhar, cortava-lhes as asas e colocava-as, com requintes de malvadez absoluta, nas teias de aranha existentes no quintal.
Quando lá aparecia a aranha para o manjar oferecido, o meu prazer macabro atingia os níveis máximos, sem nunca manifestar a menor condolência pela indefesa mosca.
O cadastro ainda apresenta sentenças sumárias a baratas, lagartixas, mosquitos, melgas e formigas, sendo que, para contrabalançar, também poderia ter agido judicialmente contra um galo da Madeira que atacou o meu dedo indicador, essencial para as impressões digitais do Cartão do Cidadão e renovação do passaporte.
Depois de as apanhar, cortava-lhes as asas e colocava-as, com requintes de malvadez absoluta, nas teias de aranha existentes no quintal.
Quando lá aparecia a aranha para o manjar oferecido, o meu prazer macabro atingia os níveis máximos, sem nunca manifestar a menor condolência pela indefesa mosca.
O cadastro ainda apresenta sentenças sumárias a baratas, lagartixas, mosquitos, melgas e formigas, sendo que, para contrabalançar, também poderia ter agido judicialmente contra um galo da Madeira que atacou o meu dedo indicador, essencial para as impressões digitais do Cartão do Cidadão e renovação do passaporte.
Ou seja, resumindo
o maquiavélico percurso, confesso que fui danado para uma data de bichos - aí
está uma palavra imutável perante as regras do respeito pela igualdade de
género…
Nos dias de hoje, continuo a gostar dos animais em geral, mas, com toda a sinceridade do mundo, já nem me vejo como dono de um bicho-da-seda.
Rejeitaria um cão de água e aprendi a gostar de caracóis – acompanhados com cerveja.
Nos dias de hoje, continuo a gostar dos animais em geral, mas, com toda a sinceridade do mundo, já nem me vejo como dono de um bicho-da-seda.
Rejeitaria um cão de água e aprendi a gostar de caracóis – acompanhados com cerveja.
A talho de foice, também confesso que Brigitte Bardot não precisa de gostar de
mim para lhe apreciar os diversos talentos nos filmes cujo brilho da estrela
francesa ofuscava o próprio sol.


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