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485º Aniversário da Cidade de Angra do Heroísmo

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Do poeta-escritor Alexandre Oliveira

                               
Velhos Mestres     
 Eu imaginei que pudesse brincar com a vida, e dizer a ela palavras que a gente sente doer quando fala demais. Eu pensei que apesar dos pesares, de ser um tanto intimo com ela mesma, ela simplesmente me desculpasse quando passo dos limites e nada obedeço. Mas, na realidade eu me enganei, e me enganei de um jeito que senti quando ela simplesmente me castigou quando eu errei mais
uma vez.  Entretanto, como boa professora que ela é não deixou nada passar sem ser corrigido. Foi aí que entendi que não devo brincar com seus sentimentos, e que nem mesmo devo dizer certas palavras. E por causa de um simples erro, eu diria, ela me fez ver o quanto é importante sabermos ouvir aquele que nos fala de suas experiências, experiências que só nos ajudam a crescer diante esses exercícios propostos pela vida.  Tanto que eu diante de tudo pude entender que a vida não deve ser banalizada, e que a cada momento ela requer muito mais de nós. Entendi que não devemos ir aos extremos apenas por confiar que nos encontramos no auge, que somos talvez o melhor, e por ser o melhor não deparamos com nada a nossa frente. Pois é, foi aí que caí na realidade da vida e pude perceber o quanto ela é. Não diria que ela fosse estúpida, boba, ignóbil, ou coisa parecida, não digo apenas porque creio que eu sou um cara inteligente, e que jamais devo ignorar conselhos de velhos mestres.  O tempo, por exemplo, une-se a vida, e unidos requer que façamos o melhor para que possamos entender seus trejeitos. A quem diga que a vida é isto, que a vida é aquilo, que às vezes é um tanto descabida, que tudo que ela nos propõe é um absurdo o tanto quanto ela requer de nós. Por outro lado, quando bem estamos com ela nos sentimos muito bem agradecido.  E assim, não tem para ninguém. Pois é, eu pensei que eu podia brincar com a vida sem sequer respeitar seus limites.

           Resultado disto, eu fiquei com as barbas de molho, por algum tempo, e quase mais uma vez não conseguia escrever mais um destes pensamentos.       
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

1 comentário:

  1. Belo trabalho de divulgação com textos ótimos. Parabéns !

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