
UMA ALMA DEBRUÇADA EM VERSOS
Outono
Pela janela
Entra a lua tão prata e bela
Que há muito não se via...
A poetisa alinha
Tece versos
Letra por letra
E no papel branco
As palavras requebram
Como mimosas flores a rodopiar
Leves
Levadas pelo rio
Em caudalosa inspiração.
Prontos
Os versos da poetisa
Dela se despedem
Esvoaçantes eles se vão.
Ela cochila
Debruçada
Nos muitos olhares onde
Pulsa a POESIA.
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