
Fechado no
Orld Trade Center
Ir a NY e
não visitar as torres gémeas, seria o mesmo do que ir a Roma e não ver o Papa.
Em 1977, na primeira deslocação aos Estados Unidos, na companhia do Luís Pimpão
e do Jorge Leandro (regressou a Portugal e, mais tarde, veio a falecer),
visitei Nova Iorque, de acordo
com o que havia programado em termos de
reportagens. Claro que o primeiro ponto a visitar incidiu nas torres gémeas do
Orld Trade Center. Do terraço, observei aquele lindo panorama. Como é linda a
Estátua da Liberdade, por exemplo. Fiquei mesmo encantado. Depois, veio algum
desencanto quando, no descer, o elevador parou a meio por falta de energia
elétrica. Todos os acompanhantes ficaram apreensivos, mas, segundo nos disse o
Pimpão, às vezes isso acontecia. Mas quarenta minutos foi muito tempo. Fomos
rindo, rindo, contando anedotas, à espera da funcionalidade do elevador. Quando
a energia voltou, um suspiro de alívio. Confesso que receei o pior na altura em
que o elevador ficou a meio do percurso.
Dessa torre, hoje só restam as histórias para serem contadas. Já lá não estão
as famosas torres gémeas. A desgraça chegou volvidos vinte e quatro anos.
Recordar o 11 de Setembro de 2001 é sempre doloroso. Eu só passei um pequeno
susto naquela tarde de Julho de 1977. Muitos outros, porém, nesse trágico 11 de
Setembro, foram alvo de um atentado que deixou o mundo perplexo e entristecido.
O terrorismo feriu o orgulho dos norte-americanos, matando muita gente
inocente, muitos deles, certamente, discordantes da própria política de George
W. Bush, numa guerra em que os americanos também têm sofrido. Basta analisar o
registo do número de mortos. Parece que os americanos esqueceram a lição do
Vietnam. Querem continuar a ser os mais poderosos, usando a força. Será que
esse tal Bin Laden vai continuar a fazer das suas para ferir ainda mais o exagerado
orgulho dos norte-americanos, nomeadamente George W. Bush...
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