Uma crise que estava camuflada
Quando veio à tona a crise em que a Europa mergulhou (e apenas para falar da
Europa), falou-se muito no Brasil sobre os efeitos que a mesma provocou,
nomeadamente nos países de menores recursos económicos. Nessa altura, os
governantes brasileiros
ufanavam-se de uma estabilidade sócio-económica. E
muitos foram os brasileiros que esfregaram as mãos de contentamento, levados
por essa onda de euforia que foi preparada por Dilma e o seu comparsa Luís
Inácio Lula da Silva. Talvez por isso, Dilma Rousseff logrou a sua reeleição
perante um eleitorado que, como se diz na gíria popular, acreditava no “Papai
Noel”.
Com o decorrer do tempo, que foi curto em relação à reeleição de Dilma, o
descontentamento foi a tónica dominante com várias manifestações por todo o
país. Manifestações que visavam, sobretudo, Dilma Roussef e Lula da Silva,
situação que já era previsível. Muitas promessas na campanha eleitoral e depois
foi o que se viu, melhor dizendo o que se tem visto. E não causou surpresa de
espécie alguma o fato de Dilma Rousseff, numa viragem repentina e de forma
surpreendente, ter anunciado várias medidas de austeridade, passando
inclusivamente por diminuir o número de secretários e por aí fora. Dilma, face
ao exposto, sentiu que o povo já estava com o “saco cheio” e que, pelo que foi
dado a conhecer, pretende vê-la fora da presidência. Dilma e Lula da Silva têm
sido os grandes visados. A crise estava camuflada, mas a máscaras de ambos
acabaram por cair. Quer isto dizer que o Brasil está atravessando uma crise que
se vem agudizando. As medidas agora tomadas por Dilma Rousseff assim o
demonstra. E o como diz o velho ditado nem que tudo o que luz é ouro.

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