
Meu
Doce Mel
Meu Doce Mel, minha rapariga marrom. Hoje
ao ver outra bem parecida recordei você, do seu jeito de brincar, de querer a
todos agradar. Corria que nem Corisco pelo quintal da nossa casa,
ziguezagueando tal qual foguetão, se enfiando pelas nossas pernas como que algo
estivesse adivinhando que iria ganhar.
Mel era para todos nós a coisa mais linda que tínhamos e
estava no auge.
Tipo aquela ninfeta que todos, sem distinção olham para ela e querem pelo menos
beija-la.
Era muito bom tê-la ao nosso lado, enquanto a noite não chegava, nem a
lua aparecia, nem ás estrelas em si desdenhavam algo que pudéssemos ouvir seu
canto. O que tanto conversávamos era debaixo do pé de mangueira. Entretanto,
dentre eu e o Bongo supostamente não restaria nada para mim, eu ficava de
escanteio mesmo assim eu tocava a bola para frente enquanto, ele alegre ela ia
pegar. Mel era uma graça de Cocker, de legitimo pedigree. Para muitos nela interessados,
nem dava bola para vagabundos tocarem ao menos no fio de seus cabelos de mecha
cacheados, era uma graça, onde todos certamente ao se aproximar se apaixonavam
em alguns instantes.
Parecia que olhar para ela era proibido. Bongo de certo modo rosnava
como quem dizia, ela é minha, ninguém tasca que eu vi primeiro. Ela sorria e
dava o melhor de tudo de si, nisto dávamos para ela o que imaginávamos que ela
queria tamanho era o dengo que tínhamos ao vê-la receber sem nada entender, nem
mesmo saber o que, talvez por ser a mocinha da casa já com certa idade se
sentia superior, e como bom reprodutor por sua vez não deixava nada passar
tendo a Mel como a mais bela ninfeta na sua vida de prosador.
Duvide não nas noites de lua cheia meu
cachorro é trovador e muito canta em seu sarau. Outras que dela se aproximava
era por pura inveja querendo tirar um pouco de todo que por suposto, ele para
ela doava. E assim, estas a chamavam de rapariga marrom, devido sua
ousadia.
E numa prosa afiada ela ficava eriçada como aquele que de repente provou
e gostou do caldo que preparou dentre uma nuvem e outra. Felizardo, foi Bongo que por ser seu único
namorado fez com que tudo acontecesse. Provou de tudo num súbito aonde veio
designar o motivo de sua morte numa tarde de sexta feira de alguma semana de
muito sol, e pouca chuva. Enfim, a realidade é que o que é bom para mim, nem
sempre é para você se, alegria de pobre dura pouco, e acontece tão rápido o
ensejo que culmina com sua má sorte. Bongo meu querido trapalhão, vira lata,
não conseguiu salvar sua rapariga.
E nisto, sentindo toda dor do mundo, ficou sozinho depois de muito tempo
de convivência. A gente agora chora por causa da Mel. Uma cadela da raça Coker
de pedigree legitimo, que sem saber inalou algum veneno pelas alamedas da
cidade. Assim, também acontece dentre a gente, onde eu vejo que muitos jovens
abruptamente saem por aí se iludindo com os detalhes das chitas, e inalam sem
querer pesadas drogas.
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