JORNALISMO EM DESTAQUE

485º Aniversário da Cidade de Angra do Heroísmo

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

E tudo são recordações - Azores Digital

Piadas, querelas e ofensas desnecessárias
Antigamente, nos cafés rotulados de “segundas sedes” dos clubes, muito se discutia o futebol. Era, na altura, difícil transbordar raivas, azias, frases de humor e por aí fora. Estou-me cingindo a Portugal e obviamente ao tempo em que imperava a ditadura salazarista com
pides por todos os lados com os ouvidos à escuta.
Hoje, porém, o panorama é bem diferente. Nas tertúlias de ruas já se pode, após a revolução do 25 de abril e a consequente democracia (tem muito que se lhe diga, é certo) falar alto, criticar os árbitros na via pública, idem treinadores, idem jogadores que não caem no goto das massas associativas e que são quase sempre os sacrificados, ora com palavras dirigidas ora com olhares de desprezo. Enfim, as vítimas dos mais acirrados “doentes da bola” que nada perdoam, naturalmente quando o seu time está na mó de baixo, por exemplo.
Com o surgimento do facebook, tem-se constatado picardias entre adeptos dos mais prestigiados clubes, citando como paradigma Benfica, Porto e Sporting, maior incidência, no atual momento, entre prosélitos do Benfica e do Sporting, sobretudo quando a “bomba rebentou”, ou seja, a mudança do treinador Jorge Jesus do Benfica para o Sporting, com duas versões de “mal amado”. Primeiro quando estava no Benfica visado pelos sportinguistas com frases irónicas. Segundo, pelos benfiquistas que o atacam por todo o lado e até inventam cenas que, segundo o próprio JJ, não aconteceram.
Bom. A discussão pública via facebook é útil quando construtiva o que raramente tem acontecido. E quando surge são chanceladas por pessoas idóneas e com reconhecido “ex professo”- Dr. Carlos Janela, Rui Almeida, Luciano Melo, Joel Neto e outros dessa estirpe. Ultimamente neste esgrimir Benfica – Sporting e vice-versa têm surgido disparates de bradar aos céus, muitos deles que devem merecer reflexão por parte de quem os coloca na “estrada facebokiana”. Piadas, querelas e ofensas desnecessárias. O pior mesmo são as ofensas. E como disse anteriormente, o debate equilibrado sempre nos traz algo de positivo. Mas nesse sentido muito pouco. A maioria das piadas “descabeladas” e as tais ofensas a merecerem uma forte censura de quem efetivamente gosta do futebol a ser discutido com lisura, ao cabo com avultados nacos de positivismo. De resto, é por demais sabido que escrever com ironia não está ao alcance de todos. Não é assim tão fácil. O que se pede em função de tudo isto, é que haja bom senso. Que venham criticas construtivas. Nada de piadas sem nexo e ofensas que por si só definem o caráter de quem as profere.


Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

Sem comentários:

Enviar um comentário