
A Calheta merecia
Segunda, 03 de Agosto de 2015
Mesmo longe não me esqueço do que se passas nas minhas ilhas açorianas, nomeadamente
as suas festas tradicionais que decorrem na época estival. E sobre isso, São
Jorge está sempre no meu espírito em função das minhas
passagens pela conhecida
“ilha charuto”, incidências na Semana Cultural das Velas e no Primeiro Festival
de Julho da Calheta. E é aqui que me vou debruçar para ligar o fio à meada.
Ora, estive presente no Primeiro Festival de Julho e cuja Câmara Municipal era
presidida por José Leovegildo, fazendo Aires Reis parte da direção camarária,
creio com ligação à cultura. Hoje, Aires Reis é presidente da edilidade
calhetense, desenvolvendo um trabalho bastante meritório.
O Festival de Julho têm-se mantido e atrai ao concelho da Calheta muitos
turistas de outras ilhas próximas. Recorde-me que, no Primeiro Festival, foi
prestada uma homenagem ao Jorge Augusto que foi jogador do Angrense e que hoje
se encontra emigrado nos Estados Unidos. Uma homenagem que contou com a
presença da equipa sénior do Angrense, treinada pelo professor José Humberto
Serpa, recentemente falecido. Eu estive ao serviço do jornal A União. Pela
RTP-AÇORES o Luciano Barcelos que, com aquela cátedra que lhe é peculiar,
apresentou aos telespectadores dos Açores excelentes momentos passados no
festival.
Ora, vem isto a talho de foice em função de uma queixa do município
calhetense que “denuncia a falta de cobertura do órgão de comunicação social
público àquelas festividades, em conformidade com o que se tem passado em anos
anteriores, e particularmente lesivo para o concelho da Calheta”.
Na verdade, não se compreende, por parte da RTP-AÇORES, a ausência de
cobertura de um evento que se tem mantido ao longo dos anos, corolário do
empenho dos jorgenses e dos calhetenses em particular.
Associo-me ao grito de revolta do referido município jorgense e foi com todo
o ênfase que recordei o que se fez no Primeiro Festival de Julho, com a
RTP-AÇORES excelentemente representada pelo conceituado jornalista Luciano
Barcelos. Creio também que, da minha, parte se fez o melhor, honrando o órgão
representativo e, também, justificando o convite que foi endereçado pelo
presidente José Leovegildo.
Que a RTP-AÇORES repense o seu desinteresse por um festival que se tem
mantido ao longo de mais de cinco lustros, revelando sempre uma ascensão em
termos de qualidade no que concerne a um conjunto de manifestações culturais,
desportivas, recreativas, gastronómicas e taurinas, não esquecendo a importante
vertente de promoção dos produtos locais e dos recursos da própria ilha.
Basta de discriminação por parte da RTP-AÇORES.
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