Em 1987, Sérgio assumiu as funções de Diretor Artístico do
Casino, que passou a acumular com as de cantor residente, nos dois espaços
referidos, acompanhado, numa primeira fase, pelo Conjunto de Tony Amaral e,
numa segunda fase, por Paulo Ferraz (teclados), em duo e quarteto, sendo de
destacar a mestria com que animava, já na reta final da carreira, em companhia
da cantora Sian Lesley e do trio de Paulo Ferraz, o show internacional do
Casino da Madeira, cativando o público presente, maioritariamente constituído
por turistas.
Em 1987, Sérgio Borges pisou mais uma vez o palco do Teatro
Municipal do Funchal, e novamente como figura principal, por vezes em dueto,
numa série de espetáculos realizados sob o título “Isto é Madeira”, por
solicitação da Secretaria Regional do Turismo, em que também participaram Paulo
Ferraz, as vocalistas Sian Lesley e Rosa Madeira, e o grupo de bailarinas do
Casino, com cenários de Nini Andrade. Diversos originais criados em conjunto
por Sérgio Borges e Paulo Ferraz especificamente para essa ocasião, alguns dos
quais integrados no CD gravado em 2003, foram então apresentados ao público.
Ainda no mesmo ano, o Conjunto Académico de João Paulo é alvo de
uma primeira (e única, até ao presente) homenagem, na edição de 1987 da “Festa
da Juventude”, realizada no Funchal, com a presença da totalidade dos músicos
do sexteto “clássico”, conforme refere o Jornal da Madeira na sua edição de
27-06-1987.
Em 1994, Sérgio Borges foi distinguido com a Estrelícia Dourada,
galardão atribuído pelo Governo Regional da Madeira, pelos relevantes serviços
prestados em prol do turismo da Região.
Em meados dos anos 90, são também dignas de registo duas
atuações de Sérgio Borges, em duo com Paulo Ferraz, na Feira Internacional de
Turismo de Lisboa, representando o grupo Pestana e a RAM.
Em 2003, Sérgio entrou pela derradeira vez em estúdio para
gravar o CD “Sérgio Borges 40 anos a cantar”, editado em Agosto desse ano, com
11 canções, incluindo alguns temas clássicos da carreira do cantor e do
Conjunto João Paulo, e mais quatro originais, com a colaboração de Paulo Ferraz
na composição, letras de Maria Aurora e de Bernardete Falcão e a participação
especial da fadista Rosa Madeira na canção ‘Desencontro’. Paulo Ferraz foi
ainda o responsável pela produção musical do CD e pelos arranjos, neste caso
coadjuvado por Duarte Nuno Andrade.
Na globalidade da sua carreira, Sérgio Borges editou 70 canções
como vocalista, das quais 26 foram da sua autoria (música e/ou letra), em 13
EPs, 4 singles, um LP e um CD.
Em setembro de 2003, teve lugar um grande espetáculo
comemorativo dos 40 anos de carreira de Sérgio Borges, dinamizado pelo seu
filho, Daniel Borges, e realizado no Centro de Congressos do Casino da Madeira,
com lotação esgotada e a presença dos antigos companheiros João Paulo, Carlos
Alberto, Ângelo Moura e Bruno Brazão. A 1ª parte do concerto foi preenchida
pelo grupo madeirense de Jazz “Oficina”, que, entre outros temas, interpretou a
‘Canção de Madrugar’, em homenagem ao Sérgio. Na 2ª parte, o próprio Sérgio foi
o protagonista, revisitando com o mesmo fulgor de sempre velhos e novos temas
da sua história, com produção, direção musical e arranjos de Paulo Ferraz. Em
comovente duo com Jorge Borges, seu irmão, ao piano, cantou ‘Em Silêncio’, um
original de Jorge Borges, com letra de Natércia Petim. Pouco depois, em 2004,
um AVC pôs fim prematuro à sua carreira.
Seguiram-se variadas homenagens e galardões atribuídos a Sérgio
Borges, o justo reconhecimento pela valiosa obra que nos legou.

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