Já escrevi, ao longo da minha carreira, muitas estórias sobre os outros,
sobretudo nas deslocações em que acompanhava grupos, nomeadamente de futebol e
outras modalidades, não esquecendo também política, teatro e por aí fora.
Quiçá, em alguns momentos, escrevi coisas descabeladas, é possível, assumo isso
com toda a frontalidade.
Mas
também, neste percurso, sou um homem que regista historinhas interessantes,
algumas delas, inclusive, cheguei a contar em Portugal e agora aqui no Brasil,
quer no Postal do Brasil quer no atual genérico (entenda-se por página no
facebook, por exemplo), quer inclusive neste Portal Luso - Brasileiro Splish
Splash.
Ora,
no meu baú, no caso pessoal, ainda guardo acontecimentos verídicos, mas nada a
roçar o tragicómico, penso eu. Numa bela noite de sexta-feira, do ano de 1984
(estava eu com 41 anos de idade), após ter saído do jornal A Bola, encontrei-me
com uma amiga minha de longa data e, ato contínuo, decidimos que a “noite seria
nossa”. Tudo bem. Quando partíamos para o local escolhido (primeiro ao nosso
Bar das Letras e, depois, para a “doçura da noite”), Lisboa foi assolada por um
temporal, com chuvas torrenciais. Depois de estar no bem-bom, de nada me
apercebi, ou seja, o que acontecia no exterior perante desusado dilúvio.
Ligamos os respectivos motores e foi uma noite em que viajamos para a Lua. Viagem
tranquila, recheada de episódios interessantes, como, por exemplo, uma tenaz
luta de corpo-a-corpo – ainda hoje não sei quem ganhou o “combate”...

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