Um homem verdadeiramente exemplar
Da família Frayão, conheci primeiramente o José Manuel Frayão que, residindo em Lisboa, foi representante açoriano junto da Federação Portuguesa de Futebol. Com ele estive algumas vezes, uma delas no Congresso da Federação
Portuguesa de Futebol (Hotel Altis) que aprovou a entrada dos Açores nos campeonatos nacionais, começando, naturalmente, pelo escalão terciário. Com ele festejei, juntamente com o Fernando Pacheco Pereira (já falecido) e o antigo funcionário da AFAH, Carlos Alberto Sousa. Estamos a recordar um inolvidável acontecimento ocorrido em Agosto de 1978.
Durante o meu percurso jornalístico, incluindo aqui o jornal “A Bola”, conheci vários diretores de jornais, todos eles pessoas idóneas e de reconhecida verticalidade e com os quais aprendi muita coisa. Desses diretores, prestaria aqui a minha homenagem póstuma a Carlos Miranda (A Bola) e Manuel Coelho de Sousa (A União). Felizmente que muitos outros ainda estão no rol dos vivos e dos quais, via internet, vou acompanhando os seus escritos.
Quando em 2003 fui da Figueira da Foz para a Horta, onde permaneci até Agosto de 2004, altura em que rumei para o Brasil, tive a felicidade de dirigir o sector desportivo do jornal Tribuna das Ilhas, onde encontrei duas pessoas maravilhosas: Mário Frayão e a jornalista Lídia Bulcão, filha do meu grande amigo José Silveira. De Mário Frayão, tenho na retina a figura de uma pessoa extremamente calma, dedicada e com aquilatável responsabilidade, não esquecendo os seus importantes conhecimentos em várias temáticas.
Muito recentemente, sintonizando, online, a Antena 9, deparo-me com a presença de Mário Frayão na sua habitual presença das segundas-feiras, que desconhecia. Escusado será dizer que passei por momentos de grande alegria ao escutar, mais uma vez, os apreciados comentários deste velho amigo com quem tive o privilégio de conviver e também aprender. Aliás, só deixarei de aprender quando passar para o “outro lado da vida”. E é por isso que hoje me sinto mais jornalista do que ontem. Um lema que se seguirá todos os dias até ao momento em que, definitivamente, e à semelhança dos futebolistas, “arrumarei as botas”. Mas, até 10 de Março de 2014 (se lá chegar), vou manter este mesmo espírito, trabalhando e reconhecendo todos aqueles com quem aprendi. Por isso mesmo, só posso encerrar desta forma: obrigado, Mário Frayão!

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