Esta minha virada jornalística teve,
também, o condão de mostrar a algumas pessoas que o gajo (este CAA) não sabe
apenas escrever sobre desporto. Claro que foi, inequivocamente, o meu
"métier" preferido e onde logrei chegar, conjuntamente com outros
colegas, a um patamar superior. Porém, sempre disse que estava disponível para
entrar em outras áreas, mas, quiçá por fazer
alguma concorrência, acharam que
não era conveniente. Mas como o tempo é o melhor conselheiro, a resposta ainda
apareceu a tempo e horas. E lá vou cantando e rindo, melhor dizendo, escrevendo
e rindo.
Mas é mesmo de futebol que agora vamos nos debruçar, recuando no passado e
entrar no presente.
Ainda hoje tenho na retina as imagens que ocorreram em 1982 no MUNDIAL de
Espanha onde acompanhei a seleção do Brasil. Uma seleção de grandes craques,
manda a verdade dizer. O desespero nas principais artérias de Madrid, algumas
horas depois do Brasil, na semifinal, ter sido derrotado pela Itália por 3-2.
Paollo Rossi o verdadeiro "carrasco" dos brasileiros com o seu
"hat-trick". Gente que chorava gente que lamentava o insucesso,
tratando-se de uma seleção composta pelo melhor que na altura havia no Brasil
(Falcão, Júnior, Sócrates, Zico e "tutti quanti" dessa época áurea do
futebol brasileiro) e com um treinador (Telé Santana) bastante credenciado.
Tenho que confessar que, já despido da minha missão de jornalista, ou seja,
tarefa cumprida com a respectiva crónica feita, também uma lágrima me percorreu
a face ao ver tanta gente vinda do Brasil completamente arrasada.
Hoje no Brasil
(onde me encontro há 14 anos), e seguindo a moderna tecnologia, faço as minhas
crónicas via televisão. Aliás, em muitos casos, uma prática muito usada pela
mídia. E assim vou indo, futebolisticamente falando, idem, jornalisticamente
prosseguindo para os 55 anos de carreira. Penso lá chegar. Dizia que ficava nos
50, mas o bichinho que está cá dentro foi mais forte e deixou a mensagem “de
que ainda é cedo”. Será mesmo?
Do Brasil, dizer
que há a grande esperança para a conquista do título neste Mundial da Rússia
que se inicia no dia 14 de junho corrente. De Portugal, também a expectativa de
lá chegar. E, segundo uma estatística, Portugal faz parte dos 10 candidatos.
Sendo assim, mantemos aqui aquela velha máxima de que o futebol é uma negação
do impossível.
E, por fim,
formular votos para que Brasil e Portugal tenham estreias auspiciosas, óbvio
que, frente à Espanha, é muito mais difícil a tarefa de Portugal.

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