Futebolisticamente falando, foi um dos maiores craques que passou por vários palcos do universo, sobretudo quando esteve ao serviço do PSV (Holanda), Barcelona, Valência, Adelaide (Austrália), Miami (USA) e, naturalmente, na seleção brasileira onde apontou 71 golos. Mas foi no Vasco da Gama que Romário logrou o seu maior objetivo, ao apontar o milésimo golo, à semelhança do que já tinha feito Edson Arantes do Nascimento (Pelé). Daí ter sido colocada uma estátua do craque Romário em São Januário, estádio do Clube de Regatas Vasco da Gama.
Falar em Romário é falar
de polémica. O “baixinho” nunca fugiu da raia e protagonizou episódios e
embates que ficarão na memória. Brigas, discussões, choro, ranger de dentes e
até cadeia.
Para muitos de forma
surpreendente, Romário enfileirou-se na política, militando no PSB. E tenho que
confessar que também fui um daqueles que não acreditava em nada desta mudança
de Romário do futebol para a política. Puro engano. O “baixinho”, com quem
estivemos uma vez na Ilha do Governador na inauguração de um polidesportivo,
surpreendeu tudo e todos, desenvolvendo um trabalho a todos os títulos
meritório, maior incidência sobre a classe deficiente, mormente o Autismo. De
referir que Romário esteve ligado ao Movimento Orgulho Autista Brasil, tendo
sido agraciado com o “Prémio Orgulho Autista 2015”. Romário que tem uma filha
que sofre do mesmo problema.
Nas últimas eleições,
Romário Faria concorreu pelo PSB a Senador tendo sido eleito. Na verdade, o
trabalho desenvolvido como deputado mereceu dos brasileiros a maior estima e
confiança. Hoje, Romário continua a manter a mesma postura, impondo-se no
Plenário em Brasília com intervenções de “homem sem medo” e altamente corajoso
quando enfrenta muitos “lobbies políticos”. Rejubilou com as prisões que
recentemente ocorreram em relação à corrupção na FIFA e, também, quando se
verificou o pedido de renúncia de Blatter à presidência da referida entidade.
Todos aqueles que
desconfiavam de Romário como político, isto é, que se tratava de mais um oportunista
apenas com a “capa política”, enganaram-se redondamente. Ele é sumamente
respeitado e não nos causará surpresa de espécie alguma se, brevemente, surgir
como candidato à presidência do governo brasileiro.

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