De Itabira para o mundo
Em 1929, Drummond deixa a redação do Diário de Minas e passa a trabalhar
no Minas Gerais, na época órgão
oficial do Estado. Colaboraria ainda com outros jornais antes de se mudar para
o Rio de Janeiro, no ano de 1934. Neste ano, assume o cargo de chefe de
gabinete de Gustavo Capanema, na época, novo ministro da Educação e Saúde
Pública do país.
Suas maiores obras são publicadas quando mora na capital
fluminense. É nela que poemas como Sentimento
do Mundo, Poesias, Confissões de Minas, dentre tantos
outros trabalhos notórios do autor, são divulgados, fazendo de Carlos Drummond
de Andrade um símbolo da poesia modernista brasileira.
Importância de Carlos Drummond de
Andrade
O mineiro viveu em uma época marcada por grandes conflitos.
Presenciou a primeira e segunda guerra mundial, os atentados nucleares em
Hiroshima e Nagasaki, a bipartição do planeta durante a guerra fria e seus
conflitos decorrentes, além do período violento da ditadura militar nacional.
Elementos esses que tornam os poemas de Andrade recheados de críticas sociais,
desesperança, sentimento de impotência do eu-lírico e, por vezes, ironias
escancaradas.
Suas obras fazem análises do cotidiano em que o autor vive
e, por meio delas, elabora complexas reflexões sobre situações inusitadas e
comuns do dia a dia da vida urbana. Pode-se ainda notar em seus versos a
presença de questões como a individualidade humana e o egoísmo. Contudo, em
alguns de seus textos, é comum encontrarmos desejos por mudanças e renovações
sobre a sociedade.
Estilo de escrita
Carlos Drummond Andrade pertence, principalmente, ao
segundo movimento modernista. Essa fase é caracterizada pela presença de temas
como regionalismos e críticas sociais. Além disso, durante o modernismo, seus
pensadores criam que era possível se fazer uma nova forma de arte, usando
elementos inovadores nas suas obras. No caso de Drummond, a métrica livre de
seus poemas, sem uso de rimas e ausência da uniformidade dos versos, são alguns
dos fatores que o tornam diferenciado.
Por fim, sua poesia concreta (ou seja, aquela que usa das
disponibilidades gráficas que as palavras possuem, sem preocupações com a
estética tradicional de começo, meio e fim, anteriormente valorizadas) de
linguagem objetiva e popular são mais alguns outros pilares que sustentam as
obras de Drummond, presando sempre pela liberdade da escrita, temperada com
certas pitadas de sarcasmo ácido.

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