Luís Miguel Azevedo
Foi o meu primeiro patrão, posso assim considerar, pois o Dr. Cunha de Oliveira era o presidente do Rádio Clube de Angra quando lá comecei a trabalhar, em abril de 1996. Preparava-se uma mudança de ciclo político nos Açores, e por várias vezes terá sido das suas ideias que saíram opções e estratégias rumo ao
ato eleitoral regional desse ano. Era um homem pacato e ponderado, que ouvia com atenção, e que tentava minimizar nas ações a diferença geracional face a quem com ele colaborava. Afinal, era quase sempre o mais velho em presença. Dele recordo poucas conversas, algumas longas alocuções sobre o que achava que deviam ser a Rádio e a Comunicação Social nas nossas ilhas, a boina basca preta que pousava ao chegar, e os jornais que já tinha lido...e que facilmente identificávamos, pois dava-se ao trabalho de corrigir a lápis todos os erros ortográficos que ia surgindo.
Paz à sua alma. E um forte abraço aos seus, certamente orgulhosos do longo percurso de cidadão e político, com ideias próprias e opções firmes. Coisas que tanta falta fazem às gentes de hoje...

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