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485º Aniversário da Cidade de Angra do Heroísmo

terça-feira, 12 de junho de 2018

Homenagem a um dos mais distintos poetas portugueses - Marcolino Candeias



AÇORES - ILHA TERCEIRA – ANGRA DO HEROÍSMO



Nadir Silveira Dias


Ando a procura de uma palavra que faça amor ao simples enunciado. Uma palavra que cante a vida, que cante a amizade.

Uma palavra que cante a amada Porto Alegre, de 60 casais, a Piratini, de 1789, de 48 casais açorianos, a Viamão, de 1741, o Rio Grande, de 1737, a Santo Antônio da Patrulha, de 1719, a São Luiz Gonzaga, de 1687, a São Nicolau, de 1626.

Uma palavra que cante a Grécia, a Normandia, a Provence, a Trapani, a Sicília.

Uma palavra que cante o Brasil, Portugal, Madeira, Galícia, seus amores, Açores, nossos amores!

Uma palavra que cante a própria aldeia, a alheia aldeia, e o universal que cada qual expressa e contém.

E não estou só! Ainda bem! Marcolino Candeias, da sua Cinco Ribeiras, da sua morada na Rua do Galo, na sua Angra do Heroísmo, na sua Ilha Terceira, dos Açores, também canta a sua Terra, o seu Povo, a sua Gente, da sua Ilha de Brumas. É dele o poema que segue, da sua Distância:

“De Súbito Violeta Borboleta

Marcolino Candeias


De súbito eras uma borboleta em meus olhos
e sobre a tua fronte de veludo
marulhavam florestas de encantos


Pelo prezamento com que coraste
verifiquei já seres mulherzinha


Como uma nuvem passando sob o sol
põe toda em ondas a doce campina”

Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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