Na verdade, tenho sido surpreendido (pela positiva, adianto desde já), com
declarações feitas no facebook, ao cabo a rede social que nos tem levado a
reencontrar velhos amigos espalhados pelos quatro cantos do mundo, o que tem
sido uma constante nos últimos tempos. Em alguns casos, até ficamos
arrepiados,
quer pelas pessoas em si quer pelas declarações que colocam, não esquecendo
outro fato sobremaneira importante, isto é, as imagens. E tanto que se diz que
uma imagem vale mais do que mil palavras.
Ora, dentro deste contexto, ao dar mais uma passagem pelas minhas fotos
(lá estão quase quatro mil, incluindo as repetidas), deparei-me com uma recente
frase a qual me levou a alinhavar este escrito de reaparição no Azores Digital.
Frase que foi colocada numa foto do Sport Club Angrense (categoria de
seniores), que remonta ao ano de 1977, era eu então treinador-adjunto. Mais
tarde, havia de ser treinador principal, tendo para o efeito estagiado no
Benfica com a dupla John Mortimore - professor Rui Silva. Mas vamos ao que mais
interessa concretamente a história em si, protagonizada por uma jovem residente
em Lisboa e que eu conheci durante a sua infância na ilha Terceira (Base Aérea
4).
Óbvio que chamo de jovem atendendo à nossa diferença de idades. Hoje já é uma
senhora, na exata medida em que passaram muitos anos. Seu nome é Sofia Reis e
ao ver a foto do Angrense, na qual Fernando Lopes está ao meu lado, fez este
comentário: "olha o meu pai, capitão Lopes". Desde logo cogitei no
seguinte: está igual a muitos outros que continuam a chamar-lhe capitão Lopes.
Mas, à primeira vista diríamos que Sofia Reis "despromoveu" o pai
que, como se sabe, passou à reserva com a patente de coronel. Será que ela
também não consegue perder o hábito de lhe apelidar de capitão Lopes? Não deixa
de ser interessante. Por outro lado, não acreditamos que, na casa de Fernando
Lopes, os filhos ao entrarem batem uma continência, com aquela frase tão
rotineira dos militares: "dá licença, coronel Lopes?". Muitos anos
hão-de passar (com ele vivo ou não) e para muitos amigos e conhecidos
continuará a ser o capitão Lopes. Ainda bem que, na sua aposentadoria, aufere
pensão como coronel
Mas cuidado coronel com as manobras da troika em relação aos aposentados.
Eles são capazes de tudo. É por estas e por outras que vou deixar aqui o alerta
aos filhos, amigos e conhecidos: por favor, deixem de chamar capitão a Fernando
Lopes. Um abraço, coronel!

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