Com 89 anos de idade, faleceu esta noite, em São Paulo, a carismática cantora Ângela Maria.
Na década de 50, época em que ter uma grafanola=gira-discos (para os brasileiros som) só estava ao alcance dos ricos (hoje, felizmente, uma realidade bem diferente), ouvia-se muito, às quartas-feiras e aos sábados, no velho Rádio Clube de Angra o programa de discos pedidos QUE QUER OUVIR e em que muitos cantores brasileiros eram solicitados, nomeadamente Ângela Maria, Cauby Peixoto, Agostinho dos Santos, Timóteo e outros desse tempo áureo, Como dizia a minha avó com uma pitada de humor, era o que se podia arranjar na altura.
Ora, lembro-me perfeitamente, com os meus 8-9 anos de idade, que a primeira carta que escrevi (e que foi entregue de mão-própria na secretaria do RCA) levava como solicitação a canção MEU PRIMEIRO AMOR da Ângela Maria, da qual passei a ser fã, óbvio antes do rei Roberto Carlos.
Ãngela Maria deixa uma obra no panorama musical brasileiro e não só.
Que esta voz inesquecível descanse em paz.

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