PLENITUDE
Chinela nas mãos
Algibeira
Cheia de balas
De canela
Vestida de branco
A olhar o mar
Na calçada
Descalça
Uma alma a desfrutar
Um sonho real
Em comunhão com a vida
A respirar
O doce aroma de Lisboa
MADRESSILVAS ROXAS AO VENTO
Luzes
Para as sombras...
Versos
Para a alma...
Faminta
Sandálias...
Para quem caminha descalço
Liberdade...
Estrada
Para homens prisioneiros...
Despidos de vozes
Cegos de ver e sentir
Terra
Para filhos da terra
A natureza pede paz
E nós pedimos
Mar
Barco
Para o marinheiro...
Palavra afetuosa
Para a pena...
Água
Para a mina
Girassóis
Para os campos devolutos...
Ânimo na selva
Para os habitantes da mata...
A brandura das madressilvas
Ao vento
E a ternura das monjas
Para os
Ainda
Viventes desta cela
Cobertos de cinza
Desolados
Ao extremo barulho
Mortos
De olhos abertos
Sol a sol
Lua a lua...
À mercê
De...
Carrasca solidão
Desatada do gosto da vida
Do aroma da flor
Feras entre feras
Caídos
Destino?
Preço pago pelo cotidiano
A vista.

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