Nas qualidades de correspondente de A Bola (20 anos - Açores) e Record (5 - anos - ilha Terceira), guardo momentos inolvidáveis, sobretudo no caso de A Bola como é lícito compreender.
Pelo tempo fora, encontrei amigos e companheiros nos dois grandes jornais desportivos de Portugal.
Nesta foto que reproduzo, dois deles, jornalistas que foram, inquestionavelmente, acérrimos defensores da arbitragem. Refiro-me a Carlos Arsénio (Record e que estou homenageando no meu Blog) e Cruz dos Santos (A Bola). O primeiro convivência nas ilhas do Pico, Faial e São Miguel (jogo Sporting-Benfica na inauguração do estádio) e casualmente na redação do Record. O segundo em 1974 em São Miguel no jogo amigável entre o Benfica e a CUF (Manuel Fernandes ainda jogava nos fabris) e muitas vezes na redação de A Bola na Travessa da Queimada. Curiosamente, foi o Cruz dos Santos que tratou do meu cartão de identidade do jornal.
Ainda em relação ao jogo Benfica-CUF, um episódio que não posso deixar de comentar; Estávamos no hall do hotel Infante (na Avenida) quando um grupo surgiu a protestar em frente à entrada do mesmo pelo facto do Benfica não ter cumprido com a sua promessa, ou seja, a vinda de Eusébio. Só que, infelizmente, antes da partida para São Miguel, Eusébio magoou-se e, por precaução, não seguiu viagem. Naquele momento, surgiu na porta do hotel o presidente do Benfica, o carismático Dr. Borges Coutinho que, com toda a sua calma e sabedoria, explicou aos manifestantes o porquê da não inclusão de Eusébio na comitiva. Todos ouviram com atenção e retiraram-se sem mais gritos "queremos Eusébio". Como sabe, Borges Coutinho com raízes micaelenses e manda a verdade dizer que foi um dos grandes presidentes do grémio da Luz.

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