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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Do meu baú


Posso muito bem escrever o seguinte: bairro do Corpo Santo que te viu e quem te vê. Lá estive em dezembro de 2010 e fui por lá dar uma volta com meu irmão. No café do “José do Pico” (como era conhecido), não vi ninguém. Cá fora, em frente ao mesmo, meu primo José Henrique Arruda e o Alexandre Barros, já reformado do “asilo” das Finanças. Com estes dois, encostados ao
Império da Caridade, uns dedos de conversa em relação ao passado, ou seja, à nossa infância-juventude por ali. Depois, por ali passou a Hortelina e o marido e também com eles uma pequena conversa. Foram simpáticos ao pararem o carro para o efeito. Do Marítimo, infelizmente, apenas a fachada. Das mercearias antigas, as saudades do Manuel Basílio, José Vieira, José Pires e Joaquim “maricas” (onde hoje funciona o café do José do Pico), a merceria do senhor Mendonça, sogro do querido amigo  professor Duarte Mendes. Das hortaliças, da fruta, reza a história do Valdemar (emigrado) e posteriormente do Francisco pai da Hortelina. De barbearias, a do Joaquim “Serreta”, cujos filhos emigraram todos. Numa viagem que fiz da Horta para a Terceira, duas dessas filhas também lá estavam com os maridos, Valdemar “Estrompa” e Daniel, por sinal também irmãos. Foi uma viagem à conversa com essa gente amiga que já não via há muito tempo. De amigos do bairro, não posso esquecer o almoço na Praia da Vitória onde esteve o José Gabriel Silva (“gato”) também ele reformado do “asilo” das Finanças. Numa passagem pela Praça velha, à porta do Café Aliança, o Hélder Coelho, cujos irmãos (três) emigraram para os Estados Unidos. Estados Unidos? Lá estive por oito vezes e sempre com as mesmas caras a acompanhar-me: Ildeberto Alves e os cunhados Jorgino Goulart e José Miguel (Jejé). Não esquecer as respectivas esposas, minha prima Albertina, Maria Alice,  Manuela e. claro, a mãe delas a tia Mercês. E mais: o Carlos Goulart, irmão do Jorgino, estivemos juntos alguma vezes na Rádio do Diogo Pimentel (Rádio Ponte) e, curiosamente, nós três (eu, Ildeberto e Carlos Goulart) fomos a Toronto fazer uma reportagem para a Rádio Ponte, acompanhando os veteranos das Capelas que lá foram jogar e estavam sediados em Fall River. De resto, num jogo do Lusitânia em 1984, reencontrei o António Madeira que foi roupeiro do clube. E de Toronto? Não vi a Arminda e o irmão José Henrique (Capucho), tios de um dos maiores futebolistas dos Açores, Carlos Alberto Sousa Silva, e ainda meu primo Ilídio Arruda. Na primeira viagem (1977) com o meu primo José António Arruda, já falecido e que, mais tarde, o reencontrei na ilha do Faial (2004) antes de partir para o Brasil. Claro que, na segunda vez, no Lamport Stadium, procurou-me o Manuel Leal (conhecido por Manuel “Grande”). Não me lembro de mais ninguém, mas gostava de ter contatado com outros amigos da infância-juventude do nosso bairro do Corpo Santo. Talvez os possa reencontrar pelo facebook. Pelo facebook? Pois, o Joaquim Coelho e a esposa Rosa Coelho, na Califórnia. No facebook, e lá para o outro lado do mundo, o Rogério Moreira dos Santos e a esposa na Austrália. O “russaneira” como lhe chamava o meu tio Mário “Riça”. 
A DEVIDO TEMPO – Retorno para referir que, num jantar do Canto da Caixa lá estavam o Paulo Jorge Silva, Nemésio e Leando Rosado. Mais três do nosso tempo e cujos pais conheci muito bem.

Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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