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sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Homenagem ao amigo e companheiro jornalista Carlos Arsénio


Carlos Arsénio
15 de maio de 2014 · 
Mais uma notícia encontrada...
08-Mar-2009

"Beto, com um metro e oitenta igual ao saudoso Vítor Damas" . Veja a crónica por Carlos Arsénio (Delegação de Lisboa).

Numa altura em que tanto se fala dos muitos (ou poucos) centímetros dos guarda-redes, o que terá até obrigado o seleccionador nacional, Carlos Queiroz a viajar até à Alemanha para observar “inloco”, Daniel Fernandes, português nascido no Canadá e actual homem das balizas dos germânicos do Bochum, mais se acentua o facto do principal responsável da selecção das quinas, continuar a ignorar Beto, o “keeper” de um sensacional Leixões e cujas exibições continuam a merecer a total unanimidade dos mais exigentes críticos.
Isto, porque ainda bem recentemente, antes e depois do jogo Sporting de Braga- Leixões, quer Jorge Jesus quer José Mota, não hesitarem em vir publicamente, defender os respectivos das balizas, com o “mister” dos minhotos, garantido que Eduardo não só era superior a Beto, como, este, devido à sua escassa altura (um metro e oitenta), não teria um largo futuro à sua frente. Uma afirmação, a de Jorge Jesus, que não só caiu muito mal junto dos adeptos de Matosinhos, como obrigou o seu próprio técnico, José Mota, um homem de uma frontalidade, a surgir lesto e objectivo na defesa do seu homem das balizas, o lisboeta António Alberto Pimperal, Beto para o futebol que, aos 26 anos, está mesmo a mostrar-se como o melhor guarda-redes do actual futebol luso.
Produto (mais um) das famosas escolas do Sporting Clube de Portugal, Beto tem ao longo dos anos, cumprido um ciclo deveras curioso até chegar finalmente, a um clube da I Liga, o Leixões. Isto porque depois dos escalões jovens dos leões, o actual dono da baliza dos matosinhenses, alinhou no Sporting B, seguindo-se o Csa Pia, o Desportivo de Chaves e o Futebol Clube do Marco até chegar a Matosinhos e ao Leixões, onde cumpre a terceira época.
Mas, se a valia do Beto é verdadeiramente inquestionável, agora que tanto se fala em centímetros - muitos ou poucos - dos guarda-redes, torna-se curioso e naturalmente oportuno, referir, por exemplo, que Beto, com o seu metro e oitenta, tem precisamente a mesma altura de um outro grande homem das balizas portuguesas, o tão saudoso “leão” Vítor Damas, que nos deixou a 13 de Setembro de 2003. Com 29 presenças na selecçãoi de Portugal, senhor de um bem invejável currículo e com duas presenças nas mais importantes competições do futebol (Europeu de 1984 em França e Mundial de 1986 no México), Vítor Damas integra, por méritopróprio, a lista dos melhores guarda-redes de sempre do futebol português.
Todavia, com menos que Vítor Damas, surge-nos também o benfiquista Manuel Galrinho Bento (1,74m), com 63 chamadas à equipa das quinas, também ele senhor de um palmarés deveras grandioso muito justamente apontado como dos mais espectaculares homem das balizas do futebol europeu. Por sua vez, José Pereira, o “pássaro azul”, o guarda-redes do Belenenses, que alinhou na selecção de Portugal, no inesquecível Mundial de 1966, em Inglaterra, mesmo com o seu 1,72m, rubricou excelentes exibições, quer com a camisola da Cruz de Cristo, quer com a da selecção nacional.
Mas, já que o tema são os centímetros dos guarda- redes, muito especialmente daqueles que, ao longo dos anos, mais vezes têm defendido a baliza da selecção de todos os nós, lembremos aquí as alturas de todos eles: António Roquete (1,81), com 16 jogos na selecção de Portugal; João Azevedo (1,71m), com 19 jogos; Carlos Gomes (1,84), com 18 jogos; Costa Pereira (1,84m), com 22 jogos; Vítor Damas (1,80), com 29 jogos; Manuel Bento (1,74m) com 63 jogos; Vítor Baía (1,84m), com 80 jogos; Ricardo Pereira (1,88m), com 70 jogos e Quim (1,83m), com 25 jogos.
Num país onde, felizmente , têm existido excelentes guarda-redes, pois, para além destes, também outros exibiram magníficas fa culdades, casos de Frederico Barrigana (FC Porto), Manuel Capela (Belenenses), Ernesto Oliveira (Atlético), Dinis Vital (Lusitano de Évora), Félix Mourinho (Vitória de Setúbal), Américo Lopes (FC Porto), Joaquim Carvalho (Sporting), José Henrique (Benfica), entre outros, claro que o 1,95m, do “alemão” Daniel Fernandes, poderá vir a dar jeito, mas, Carlos Queiroz já deverá saber que a altura de Beto é precisamente igual à do saudoso Vítor Damas..


Ana Arsénio 

Mais uma notícia encontrada por acaso!

"O meu primeiro clube foi o Riachense, depois o Goleganense e depois tive a felicidade de vir para o Barreirense, da I Divisão, quando tinha 18 anos. No Barreiro, fui internacional esperança, com 19 anos, e aí começou a saga que me levou ao Benfica, com 22 anos. A festa de homenagem ao Mário Coluna foi um momento decisivo na minha carreira. Era o Lev Yashin quem estava para defender a baliza da selecção estrangeira, mas não o deixaram vir, provavelmente por motivos politicos.
O José Augusto lembrou-se de mim e veio ao Barreirense pedir se eu podia fazer esse jogo. Foi num sábado, durante o dia. De um lado o José Henrique, o Humberto, o Messias, o Jaime Graça, o Simões, o Eusébio, o Artur Jorge, o Toni, o Nené, o Jordão, o Vitor Martins. Do outro uma Selecção do Resto do Mundo com o Bobby Charlton, o George Best, só para citar os mais importantes. Correu-me bastante bem, fiz uma segunda parte espectacular e um jornalista, o Carlos Arsénio, alcunhou-me de Yashin da Golegã. Foi a partir dai que o Benfica se interessou por mim, mas houve um problema em relação às verbas e eu tive que esperar 2 anos para chegar ao clube. Durante aqueles 2 anos o Benfica nunca mais me saiu do pensamento. Era o clube do meu coração. Mal soube do interesse do Benfica também fiz pressão junto do Barreirense."


Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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