Ana Arsénio
30 meses e vou encontrando textos em homenagem ao meu pai, saudades e
obrigada
<3
22 NOV 2012
Até Sempre Amigo Carlos
Por Jornal Abarca
Jamais pensava que poucos dias volvidos após a apresentação do meu livro
“Reflexos”, na Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes, utilizaria este
espaço para dar conta do desaparecimento físico de um amigo que comigo
partilhou tão importante e significativo momento, naquela que seria a sua
última aparição pública. Falo de Carlos Arsénio, amigo de quase duas décadas que, inesperadamente, nos deixou no passado dia 10 de Novembro. Se era visível que do alto dos seus 76 anos já não apresentava a energia e robustez física de outros tempos, em nenhum momento era perceptível que tão triste e doloroso desfecho o pudesse acometer de forma tão repentina. Contudo, a lei da vida mais uma vez se impôs, levando de junto de nós um homem que foi um exemplo de cidadania e de enorme dedicação às causas que abraçou, em particular ao jornalismo desportivo. Porém, mais do quealguém que foi reconhecido pela excelência da sua carreira de jornalista, Carlos Arsénio foi um amigo que jamais esquecerei. Não só pela vivência que com ele mantive mas também pelas palavras sábias que muitas vezes me transmitiu. Figura incontornável do desporto nacional, em geral e do Ribatejo, em particular, deixa-nos um legado e uma memória que perdurará para sempre. O desporto e o jornalismo nacional ficaram mais pobres, mas um dos seus maiores campeões ganhou um lugar no céu.
última aparição pública. Falo de Carlos Arsénio, amigo de quase duas décadas que, inesperadamente, nos deixou no passado dia 10 de Novembro. Se era visível que do alto dos seus 76 anos já não apresentava a energia e robustez física de outros tempos, em nenhum momento era perceptível que tão triste e doloroso desfecho o pudesse acometer de forma tão repentina. Contudo, a lei da vida mais uma vez se impôs, levando de junto de nós um homem que foi um exemplo de cidadania e de enorme dedicação às causas que abraçou, em particular ao jornalismo desportivo. Porém, mais do quealguém que foi reconhecido pela excelência da sua carreira de jornalista, Carlos Arsénio foi um amigo que jamais esquecerei. Não só pela vivência que com ele mantive mas também pelas palavras sábias que muitas vezes me transmitiu. Figura incontornável do desporto nacional, em geral e do Ribatejo, em particular, deixa-nos um legado e uma memória que perdurará para sempre. O desporto e o jornalismo nacional ficaram mais pobres, mas um dos seus maiores campeões ganhou um lugar no céu.
Se ainda recentemente me deu a
honra de prefaciar o meu “Reflexos”, nunca esquecerei a preciosa colaboração
que sempre me dispensou quando o solicitava, qualquer que fosse a iniciativa
que pretendia realizar.Recordo um colóquio subordinado ao jornalismo desportivo
promovido pelo “Primeira Linha”, no final da década de 90, que teve lugar no
auditório da Santa Casa da Misericórdia de Abrantes, ou as várias edições do
Torneio de Futebol Cidade de Abrantes, em que a sua coordenação no que dizia
respeito à arbitragem era indispensável. Muitos outros exemplos poderia
enumerar, mas todos apontariam no mesmo sentido: a disponibilidade que sempre e
de forma desinteressada demonstrava.
Entre muitos outros galardões e
distinções que recebeu, o reconhecimento em 2004, por parte do Governo
português, com a atribuição da Medalha de Mérito Desportivo, atesta de forma
inequívoca o prestígio e a magnificência do amigo que com este texto também quero
homenagear. A seu lado tive ainda a oportunidade de testemunhar o lançamento do
seu livro “Ribatejo, Terra de Campeões”, onde nos relembrou todos os
ribatejanos que ao longo dos anos se foram destacando pelos seus sucessos
desportivos, entre os quais, alguns nados e criados no concelho de Abrantes.
Ironia do destino, também foi na Biblioteca de Abrantes que apresentou esta sua
obra, precisamente o mesmo local onde acabaria por fazer a sua última aparição
pública.
Nesta hora, apenas posso manifestar a minha profunda tristeza, na
certeza de que o amigo Carlos Arsénio continuará eternamente na lembrança de
todos nós, até ao dia que nos voltaremos a encontrar.
Nuno Pedro

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