Postado por Ana Arsénio, filha do Carlos
De
Ana Arsénio
Mais uma recordação, querido pai...
Empresários voltam a descobrir o grande filão chamado Benfica
Empresários voltam a descobrir o grande filão chamado Benfica
Carlos Arsénio (O Século de Joanesburgo)
Depois de um quotidiano luso, ter levado semanas a divulgar que o o Benfica já
havia contratado Afonso Alves, um avançado brasileiro, que joga nos ingleses do
Middlesbrough, obrigando até à deslocação de alguns jornalistas portugueses
até
terras de Sua Majestade, a Rainha, para ouvirem o craque, eis que os adeptos do
clube da águia ao peito voltam a ser “presenteados” com a notícia de mais um importante
reforço para a equipa da Luz, o do guarda-redes do Equador, Espinoza de seu
nome, a actuar actualmente nos belgas do Standard de Liège, que bem
recentemente defrontaram o Sporting de Braga, para a Taça UEFA.
Isto enquanto se jura a pés
juntos, que Quique Flores, continua a não morrer de amores por Quim, mesmo
tendo este rubricado uma exibição de alto nível na final da Taça da Liga, o que
poderá até ter salvo a cabeça do “mister” espanhol, homem de excelente trato,
sempre correcto e afável e de bem bonitos discursos, mas, até agora, sem
conseguir apresentar uma equipa (a do Benfica) com um fio de jogo que se veja.
Daí que também já tenha vindo a
lume que, embora Quique Flores tenha ainda mais um ano de contrato, em Junho,
poderá mesmo deixar a Luz, tendo já sido apontados vários nomes como candidatos
a seu sucessor. Mas, ainda em relação a guarda-redes, onde o Benfica conta com
Quim, Moreira e Moretto, deverá ainda acrescentar-se que outro nome também já
foi falado, o do brasileiro Bruno, actualmente no Flamengo e cuja cláusula de rescisão anda à
volta dos 5 milhões de euros. Isto é, a três meses do final da temporada,
muitos são os empresários, intermediários e seus derivados que batem à porta do
Benfica, oferecendo jogadores e descobrindo um grande filão que, só nas duas
últimas temporadas, desembolsou nada menos de 60 milhões de euros e, até
agora,apenas poderá exibir a conquista da tal Taça da Liga, aliás tão
contestada por todo o Sporting, desde Soares Franco a Paulo Bento.
Enquanto parece, isso sim,
garantida a contratação do defesa-direito brasileiro Patric, essa sim uma
necessidade para o plantel dos encarnados que dispõe apenas do abnegado
uruguaio Maxi Pereira para esse lugar, Rui Costa estará agora, confrontado com
o importante desafio, o de conseguir separar o trigo do joio, agindo mais com a
cabeça do que com o coração, na defesa dos chamados legítimos interesses do seu
clube, que é, também o mesmo, que lhe concedeu a excelente oportunidade de
continuar ligado ao futebol, depois de ter arrumado as botas como jogador.
Isto porque o tempo (e os jogos)
levam fatalmente à grande conclusão de que o largo investimento feito pelo
Benfica, para esta época - 25,4 milhões em 10 reforços - está bem longe do que
ser lógico de esperar-se e, mesmo reconhecendo-se a classe de Aimar e de Reyes,
um e outro não conseguiram ainda convencer totalmente o exterior que também não
deixou de ficar perplexo ao assistir às exibições de Balboa, um ex-Real Madrid
B, cujo passe custou nada menos de 4 milhões.
No entanto, a onda de empresários
que está a invadir o futebol português e que se ramifica nas mais variadas
frentes, não aponta apenas nomes de jogadores para a Luz, indo até bem mais
longe, ao admitir que Quique Flores depois de Junho, voluntariamente ou por
mútuo acordo, venha a dizer adeus ao Benfica, adiantando até os nomes de alguns
dos candidatos à sucessão do “mister” espanhol. Estão neste caso, o francês Guy
Lacombe, do Rennes, o italiano Alberto Melesari, de 54 anos, que foi treinador
de Rui Costa, na Fiorentina e Slaven Bilic, seleccionador da Croácia.
Entretanto e também em relação a empresários e a dinheiros,
acrescente-se que o italiano Fabrizio Miccoli, cujo nome poderá voltar a estar
na agenda dos encarnados, dada a s ída do hondurenho Suazo, acaba de reclamar
ao Benfica uma dívida de 230 mil euros, respeitante a uma situação criada com
as Finanças e à volta de uma tomada de posição de José Veiga, nos tempos em que
este governava o futebol dos águias da Luz.

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