Há pessoas que pelo seu dinamismo, pela sua capacidade e também pelo seu notório espírito de iniciativas, deixaram marcas bem positivas junto da sociedade terceirense e com reflexos reconhecidos no todo açoriano.
Dentro deste contexto, há que trazer à estampa o afã que foi desenvolvido por Luís Carlos Bretão ao longo de algumas décadas, desde o desporto ao teatro, ao dirigismo, enfim, prestações que deixaram desempenhos de altíssimo nível e que hoje são sempre recordados pelos mais antigos, como é na circunstância o meu caso, que me propus, neste jornal, trazer à estampa o que podemos denominar por “fatos e figuras”.
No Grupo Juvenil da Sé, Luís Bretão dinamizou a área cultural através do desporto (ténis de mesa, por exemplo) e o teatro, com jovens revelações que, mais tarde, seriam aproveitados por outras instituições, nomeadamente aquelas que trouxeram à cena o teatro de revista. Fernando Maciel foi um desses protagonistas.
Pela sua vivacidade e pela sua constante presença em tudo o que estava envolvido, Luís Bretão, em jeito de brincadeira, no Grupo Juvenil da Sé ficou a ser conhecido por “madre superiora”. E pegou mesmo. Se hoje fosse vivo o Joel Gomes, o “seu” barbeiro, diria o mesmo. Quando via o Luís à distância, perto da barbearia, claro, dizia sempre: “lá vem a madre superiora”.
Como profissional da SATA, Luís Bretão primou pela cortesia e afabilidade com os utentes da Transportadora Aérea dos Açores. Sempre presente para tentar resolver um problema mais bicudo. Nesse sentido, em 1977, quando o meu querido e saudoso chefe de redação de “A Bola”, Vítor Santos, veio passar férias à Terceira, Luís Bretão, que por mim foi apresentado, tentou desbloquear uma situação de ligação para o Faial, o que acabou por não ter a devida sequência, visto que, devido ao nevoeiro que pairava, a SATA cancelou os vôos para a Horta. E como veio para descansar, após um exaustivo mês de trabalho na Argentina no Mundial, Vítor Santos decidiu-se por ficar mais uns dias na Terceira, para gáudio da minha pessoa, tenho que confessar. O conceituado jornalista desde logo considerou Luís Bretão um amigo pelo seu dinamismo e, sobretudo, pelo seu espírito de ajudar os passageiros que ali se encontravam, ainda na aerogare antiga. Conversa puxa conversa e lá contei ao Vítor Santos a história da “madre superiora”. Curiosamente, quando me deslocava à redação de “A Bola”, o Vítor perguntava sempre: como vai o nosso comum amigo Luís Bretão, a “madre superiora”?
Meu caro amigo Luís, desta de “madre superiora” não te safas. Mas valeu por tudo aquilo que fizeste, entre muitas outras coisas, no Grupo Juvenil da Sé.

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