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terça-feira, 30 de outubro de 2018

Homenagem a um extraordinário jornalista - SIDÓNIO BETTENCOURT


Carlos Alberto Alves 


Uma insolação na Madeira

No ano de 1983, fui à ilha da Madeira fazer cobertura dos Jogos Juvenis Insulares – um intercâmbio anual entre madeirenses e açorianos. Mais tarde estes jogos foram abolidos para dar lugar aos Jogos do Atlântico, com a inclusão das ilhas Canárias -, acompanhado por outros colegas de vários OCS, entre os quais Sidónio
Bettencourt com quem mantive sempre as melhores relações. Inclusive, Sidónio Bettencourt  compartilhou o quarto comigo, uma vez que  a organização optou por quartos duplos para os jornalistas, medida que foi bem aceite por todos nós.

Num dos dias em que não havia movimentação desportiva, decidimos ir para o Lido Sol, belíssimo complexo de piscinas. Saímos cedo, por volta das nove horas da manhã. Comecei, desde logo, a deitar o olho numa linda sueca que por lá se “exibia”. Fui ficando, ficando, até às 17 horas, em pleno mês de Julho, com sol bastante quente. Não usei protector e, quando cheguei ao hotel, é que, realmente, me apercebi que estava vermelho nem um tomate, por “culpa”daquela sueca, tão bonita e atraente que era.

Durante a noite, a febre subiu e, sem exagero, de meia em meia hora, lá ia para o chuveiro apanhar água fria. O problema é que o Sidónio Bettencourt mal dormiu, ele que foi ao Lido Sol mas que não entrou naquela de ficar para ver o lindo corpo daquela e de outras suecas que por lá andavam. 

Quando regressei, em miserável estado, acabei por ficar em casa duas semanas com as pernas estendidas na cama, naturalmente por indicação do meu médico assistente. Apanhei uma forte insolação que, bem vistas as coisas, me serviu de emenda, isto porque, em anos posteriores, voltei à Madeira e passei pelo Lido Sol muito pouco tempo, precavendo-me com protector solar, não fosse, de novo, o diabo tecê-las. O diabo e mais algumas suecas, sempre presentes no referido complexo de piscinas, um dos melhores da ilha da Madeira, muito procurada pelos nórdicos.

Esta viagem foi terrível. Para lá, levei uma infecção dentária, com a cara inchada. No regresso, uma insolação de todos os tamanhos, muito pior que a infecção dentária.
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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