Porque nunca a esqueci, vou deixar aqui neste cafezinho o artigo que escrevi sobre esta minha querida amiga e companheira das lides radiofónicas, visto que ainda nos mantemos a colaborar no Rádio Face, da responsabilidade de Fernando Fausto Cristovam. De resto, o meu preito de gratidão pelo facto de, por ocasião das suas visitas à nossa querida terra (ilha Terceira), procurar sempre a minha mãe na Casa de Repouso da Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo, o que torna mais saboroso este cafezinho.
Conheci Filomena Rocha Mendes desde o tempo em que passei pelo Rádio Clube de Angra, quer como colaborador quer como coordenador desportivo. Sempre mantivemos uma afável relação. Filomena Rocha inclusivamente chegou a ser “pivot” de alguns dos meus programas, lendo com muito a preceito, como, aliás, sempre foi timbre com aquela reconhecida “voz de ouro”. “Voz de ouro”? Sim, sobretudo quando ela cantava Avé Maria de Gounod que lhe celebrizou naqueles seus tempos áureos. Tempos áureos? Ainda continuam por terras da Califórnia, agora na companhia do seu marido o Manuel Mendes, que passou pela Ratel na qualidade de controlador de som. A Filomena tem sido junto da comunidade portuguesa, sobretudo açoriana, uma destacada colaboradora no aspecto de índole cultural e não só.
Falamos de rádio no início. Depois do Rádio Clube de Angra, o nosso reencontro passou pela Rádio Horizonte Açores. Filomena, naquela que foi considerada uma das melhores emissoras dos Açores (o naipe de jornalistas e apresentadores para isso muito contribuiu e nele englobado a Filomena Rocha), manteve aquele seu estilo que sempre a caracterizou como figura grada da rádio açoriana,
Filomena também escreve com muita qualidade, colaborando em alguns OCS, um deles na qualidade de colunista do Portuguese Tribune, jornal quinzenário dirigido por outro velho amigo o Zezé Ávila. Um jornal que também colaboramos uma vez por outra e que é a “menina dos olhos” dos emigrantes, sobretudo os açorianos. Mas, na generalidade, é um jornal no seu todo para portugueses residentes na Califórnia.
Mas o bichinho pela rádio continua, estando presente regularmente na rádio do Osvaldo Palhinha e no programa “Voz dos Açores”, superiormente apresentado por Euclides Álvares.


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