VILA NOVA DE GAIA
Uma tarde
No mês de maio
À borda do Douro
Em Vila Nova de Gaia...
Percorro suas ruas com alegria
De visitante feliz
Coração aliciado
Pela poesia do lugar
Tal como sonhei
Triunfa a realidade
E como passa das dezoito horas
Compete às batidas do meu coração
O badalar do sino da Igreja Santo Ovídio
Envolta pela brisa
A declamar versos
A cantar
O canto
Da avezinha
Arrepiada à beira do Rio
De voz levemente rouca e graciosa...
Aos braços da Cidade Alta
Nas nuvens
Em Gaia
Figura afeição
À vista
Pontes
Rubras flores
Vejo
Bordado ardente
No Oceano Atlântico
Um céu heroico
Tomada pelo perfume
Que exala do mar
E percorre em festa
Os ares de Gaia...
Abarco da liberdade dos poetas
E debruço para amá-la
Depois de passear por seus encantos.

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