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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

BENTO LUIS VIANA


Bento Luís Viana (Ribeira Grande, 1794 — Londres, 1823), ao tempo grafado Bento Luiz Vianna, foi um poeta e tradutor, integrado na corrente do arcadismo pré-romântico. Exilado em Paris devido às suas simpatias liberais, publicou a sua obra poética sob o pseudónimo de Filinto Insulano, tendo naquela cidade mantido uma relação próxima com o poeta Filinto Elísio, a quem dedicou alguns poemas e em cuja obra recebeu uma dedicatória e várias menções. Viajou pela Europa, visitando a Alemanha e a Rússia, colhendo impressões que, a par das queixas de exilado, deixou numa obra poética em que canta a liberdade e exalta Rousseau, Voltaire, Montesquieu divinos.

Biografia
Natural da Ribeira Grande, ilha de São Miguel, pretendia estudar Medicina. Acabou por se fixar em Paris, onde travou amizade com o padre Francisco Manuel do Nascimento, o Filinto Elísio, então já com cerca de 80 anos e poeta afirmado. Esta amizade moldou os gostos poéticos de Bento Luís Viana, que se prezava de ser discípulo de Filinto Elísio e cujo estilo poético procurava imitar.
Em Paris, para além da poesia, dedicou-se à tradução de autores franceses, revelando-se um autor culto e prolífero. Contudo, a sua promissora carreira foi cortada cerce pela morte, que ocorreu em 1823,[6] com apenas 29 anos de idade.
Obras publicadas[editar | editar código-fonte]
As aventuras de Aristono (tradução de obra de François Fénelon), Paris, 1818;
Renato, Epizodio do Genio do Christianismo (tradução de obra de Chateaubriand). Paris: Officina A. Boleé, 1818.
Breve resposta à crítica da nova edição dos Lusíadas publicada em 8.ª n'este anno, por Firmino Didot, e conforme em tudo à que em 4.º deu à luz, em 1817, o Il... (crítica à edição dos Lusíadas mandada executar pelo Morgado de Mateus em Paris no ano de 1817). Paris, P. N. Rougeron, 1819;[7]
Versos sobre a morte do inimitavel poeta Filinto Elysio. Paris, 1820;
Contracto social, ou principios de direito politico de J.-J. Rousseau, traduzido em portuguez (tradução da obra de J.-J. Rousseau). Paris, Officina de Firmino Didot, 1821;
Poesias de B. L. Vianna (Filinto Insulano). Paris, Firmino Didot, 1821.
Pensamento a bem do Exército portuguez, Lisboa, Typ. Rollandiana, 1822.
Referências
1. ↑ Autores açorianos: cronoloia.
2. ↑ SILVA, Innocencio Francisco da Silva, Dicionário bibliografico portuguez, vol. I, pp. 350-351.
3. ↑ Poesias de B. L. Vianna (Filinto Insulano).
4. ↑ Farol das Letras: Pré-Romantismo.
5. ↑ José da Fonseca, Parnaso Lusitano, tomo IV, pp. 139-148.
6. ↑ Ir para:a b Inocêncio Francisco da Silva, Diccionario bibliographico portuguez, volume I, pp. 350-351.
7. ↑ Breve resposta à crítica da nova edição dos Lusíadas... no GoogleBooks.
Bibliografia
Pedro da Silveira, "Notas sobre autores açorianos cujas obras devem merecer edição". Boletim do Núcleo Cultural da Horta, vol. 15 (2006), pp. 13-20.
"Açores" : verbete de Vitorino Nemésio para o Dicionário das Literaturas Portuguesa, Galega e Brasileira, org. J. Prado Coelho, Porto, Figueirinhas, 1960
Simone Cristina Mendonça de Souza, Primeiras impressões: romances publicados pela Impressão Régia do Rio de Janeiro (1808-1822) (tese apresentada ao Instituto de Estudos da Linguagem, da Universidade Estadual de Campinas), p. XXII. Campinas, 2007.
Nota biográfica no Dicionánio Bibliográfico Português.
Transcrição de alguma obra poética no Parnaso Lusitano.
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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