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quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

ONÉSIMO TEOTÓNIO ALMEIDA


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Este ano, as comemorações dividem-se entre Ponta Delgada, nos Açores, ilha onde nasceu o professor catedrático, e Boston, nos EUA, onde ensina actualmente.

                                                       
"Aprecio o gesto e colaborarei", reagiu Onéseio Teotónio de Almeida, em declarações à RTP. "Tenho, durante toda a vida, lutado pela afirmação da comunidade açoriana e da comunidade portuguesa nos EUA e isto é um reconhecimento. Hoje essa comunidade é uma comunidade adulta, integrada, ligada aos EUA mas também a Portugal", completou. 
Autor de uma extensa obra, Onésimo Teotónio de Almeida dedicou uma grande parte da sua vida a escrever sobre a portugalidade e sobre o que é ser português. Os títulos A Obsessão da Portugalidade (lançado em 2017, pela Quetzal) e Pessoa, Portugal e o Futuro (lançado em 2014, pela Gradiva) são apenas alguns exemplos. Contou ao PÚBLICO, em 2014, que só compreendeu Portugal e a portugalidade "na diáspora": "Ver os emigrantes no embate diário com o universo anglo-americano permitiu-me observar os conflitos de valores, de visões do mundo em acção." 
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 “Costumo dizer: quando fui para a Terceira, percebi que era micaelense. Na Madeira, senti-me açoriano. Em Lisboa, vi que era insular. Em Espanha, reconheci-me português. Em Paris, já era ibérico. Nos EUA, europeu. Na China, achei-me decididamente ocidental. Se um dia for a Marte, hei-de sentir-me terrestre”, reflectiu Onésimo 
Onésimo Teotónio Almeida
Micaelense dos Açores, açoriano de Portugal, americano em casa na Brown University. Cidadão torrencial que procura espaços de liberdade, para se espraiar. Vulcão raramente adormecido. Escritor, filósofo, académico. Tem 67 anos

ANABELA MOTA RIBEIRO Texto  
Veio para as férias de Verão. Hábito ou necessidade de todos os anos. É um modo de regressar ao essencial, a uma geografia que o coloca na infância, nos anos de formação. Paragem prolongada em Lisboa. Tempo sem tempo nos Açores. O tempo do rapaz que trazia os brinquedos nas algibeiras. (Hoje transporta livros e em casa faz pilhas, arranha-céus, Manhattans, como lhes chama, com eles. É um homem dos livros tanto quanto é da vida que não aparece nos livros. A vida que só se sente na vida. Wittgenstein falava dela, procurava-a. Onésimo, também.) Veio num dia de Verão, de muito calor. Falámos num hotel elegante de Lisboa. Estava ligeiramente atrasado e vergastava-se como se o atraso fosse considerável. Depois falou e divertiu-se como uma lava que jorra. Imparável, portanto.  Onésimo Teotónio Almeida ensina no departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros da Brown University. Tem uma obra extensa. Lançou recentemente Pessoa, Portugal e o Futuro. Podia ser, senão o pretexto, o ponto de partida para a entrevista. Não foi. Fomos lá. 
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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