Augusto de Lemos Álvares Portugal Ribeiro (Angra do Heroísmo, 16 de Maio de 1853 — Lisboa, 20 de Agosto de 1913), mais conhecido por Augusto Ribeiro, foi um político e jornalista português foi aluno do liceu Nacional de Angra do Heroísmo, onde completou o curso (1865 – 1871). Começou a sua carreira jornalística colaborando nos jornais “O Angrense” e “A Independência”, pertença do já falecido Dr. José da Fonseca Abreu Castelo Branco.
Biografia
Foi deputado de 1887 a 1890, comendador de número da Ordem de Carlos III de Espanha e de Isabel a Católica de Espanha; Cavaleiro da Legião de Honra e Oficial de Instrução Pública em França, de Leopoldo II da Bélgica, de Gustavo I da Suécia ou Gustavo I Vasa da Suécia membro honorário da Societé des Sciences de Bruxelas; sócio correspondente da Societ Indo-Chinoise, de Paris, e seu delegado geral pelos Açores, membro honorário do Conseil heraldique de France, e do Instituto heráldico de Roma; sócio efectivo da Real Associação dos Arqueólogos de Portugal; membro efectivo do Conselho Superior dos Monumentos nacionais (de Portugal) (Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais); secretário do Conselho das Pautas Ultramarinas; vogal da Junta Geral das Missões Portuguesas; vogal da Comissão de Contas do ministério da fazenda, sócio efectivo, vice-presidente da secção de estatística, e membro das comissões de emigração e insulana da Sociedade de Geografia de Lisboa.
Como ilustrado funcionário público começou a sua carreira por amanuense da administração do Concelho de Angra do Heroísmo, sendo em 1878 nomeado, por concurso, amanuense para o Ministério da Marinha, e foi promovido a segundo oficial em 1885 e a primeiro em 1896.
Em Lisboa fundou o jornal "Comércio de Portugal", e colaborou nos jornais mais importantes de Lisboa e Porto.
Foi correspondente e colaborador da Revue Politique et Parlamentaire, de Paris, e sendo convidado pelo comité central da exposição de Paris.
Relativamente à história açoriana, com especialidade da história terceirense foi um incansável investigador, aproveitando sempre todas as ocasiões para a divulgar e aprofundar.
O seu elevado amor patriótico levou-o a dar à sua e filha o nome de Maria Angra, a sua cidade amada (Angra do Heroísmo).
Quando deputado apresentou a proposta para ser dada um pendão ao insigne poeta João de Deus: O discurso para a apresentação da proposta é um dos monumentos do "Diário das Câmaras".
Foi secretário particular dos Ministros da Marinha Conde de Macedo, Barros Gomes e Ressano Garcia.
A biografia deste ilustre terceirense foi publicada pelo 2.º conde de Sieuve de Menezes, na revista literária e ilustrada angrense "A Semana", n.º 27, do l.º de Julho de 1900, e é precedida de uma foto sua.
Bibliografia
• Trabalhou num importante estudo, com o título: Os Açores e os descobrimentos modernos, os Corte Reais.
Por ocasião da visita régia ao Arquipélago Açoriano publicou:
• Pró Memória, visita de Suas Majestades El-Rei o Senhor D. Carlos I e Rainha a Senhora D. Amélia de Orleães à ilha Terceira.
• Etudes et observations meteorologiques aux colonies du Portugal;
• Missions et exploration portugaises du XV au XIX siècles ;
• Du regime fiduciaire et du credite foncier aux colonies portugaise.
• O jornal liberal "A Ideia Nova", em 1879, semanário de combate antijesuítico.
• Colaborou em vários outros jornais angrenses, e entre as suas produções, a que deu publicidade na ilha foi: "A Terceira".
• Tornam-se mais importantes: Progredir.
• Discurso de propaganda liberal, 1874;
• O Ultramontanismo e a Liberdade, duas palavras aos jesuítas, 1874,
• Lazaristas
• nos Açores, 1876;
• Eu e Ele, carta ao Sr. D. João Maria Bispo de Angra, 1876.

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