O ar comoveu-se e fechou os olhos,
Neblinas de luas tocam tambores na falésia,
Barcos de amores ficam, nos picos brancos de montes desertos,
que viram partir triunfos derrotados,
Assustados, por gritos de ventos furiosos,
Os pinheiros brancos entram em convulsão,
Abraçam chuvas os rumores do mar imenso e agitado,
Nos barrancos desmaiados, de melancolias, de areia fina e azeviche,
Passeiam anjos montados em cavalos alados,
Castigam grinaldas de paixões tardias,
Tocam melodias acesas, os rouxinóis de peito negro,
Com caras de recém nascidos,
Vindos de icebergues de amor,
Tocando divinamente as arpas, de vagabundos silêncios.
Vertem-se gemidos, nos caminhos desdentados da vida,
Onde as estrelas, se sentam, na penumbra à espera,
Que nasçam feiticeiras de cor ocre,
Se abram os ferrolhos enferrujados de corações,
Que a vida vai moldando, como ramos de sementes de uvas.
Enquanto em lagoas de fogo, os risos vestidos de vida me recitam poemas de amor.

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